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Haddad projeta campanha ao governo de SP com foco em segurança, revisão de contratos e debate

Em entrevista concedida ao programa Papo com Editor, do Broadcast (Agência Estado), o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou as diretrizes de sua plataforma eleitoral. O candidato criticou a gestão do atual governador, Tarcísio de Freitas, apontando pontos de estagnação econômica no estado de São Paulo e defendendo a necessidade de mudanças estruturais na administração pública estadual. Com informações do Brasil 247.

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoHaddad nega decisão sobre candidatura e marca nova conversa com Lula sobre futuro político



Durante a sabatina, Haddad abordou as conexões entre a disputa estadual e o cenário político nacional, detalhou seu plano para a segurança pública e discutiu a relação de sua candidatura com o eleitorado do interior paulista e com o setor produtivo.

Um dos pontos centrais da manifestação de Haddad foi a privatização da Sabesp. O ex-ministro afirmou que, caso seja eleito, submeterá todos os contratos firmados pela atual gestão a um processo de auditoria para identificar possíveis cláusulas abusivas e corrigir distorções tarifárias.

“Os contratos que o Tarcísio assinou, nós vamos ter que refazer. Vou passar um pente-fino porque há cláusulas abusivas. O lucro da Sabesp está previsto para triplicar em dois anos. Isso é aumento de produtividade ou aumento na conta de água? É a conta de água”, declarou Haddad.

O pré-candidato citou impactos financeiros de tarifas elevadas de água e gás sobre a indústria paulista, mencionando o exemplo do Polo Petroquímico de Cubatão. Haddad defendeu que o papel do Executivo estadual deve priorizar o equilíbrio de custos para o setor industrial e para os consumidores residenciais.

Propostas para a segurança pública e prevenção de crimes

Haddad expôs as principais linhas do plano de segurança que pretende implementar no estado de São Paulo, divididas em três frentes principais de atuação:

Combate ao Crime Organizado: Criação de um gabinete permanente coordenado diretamente pelo governador, integrando as polícias Civil e Militar a órgãos federais como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) para atuar no rastreamento e bloqueio financeiro de facções criminosas.

Policiamento Preventivo e Tecnologia: Substituição do patrulhamento ostensivo convencional pela aplicação de sistemas de inteligência e monitoramento eletrônico voltados para a identificação e interrupção de delitos em flagrante no espaço público.

Rede de Monitoramento Contra a Violência Doméstica: Implementação de um protocolo de integração social de dados, cruzando registros de ocorrências e sinais de violência identificados de forma preventiva por profissionais de escolas públicas e postos de saúde, com o objetivo de conter agressões domiciliares antes de sua escalada para o feminicídio.

Diálogo com o setor do agronegócio

Ao analisar o desempenho eleitoral histórico de seu partido no interior do estado de São Paulo, Haddad atribuiu parte da resistência política a desinformações difundidas sobre as políticas agrárias do governo federal.

O ex-ministro destacou que, durante sua gestão à frente da pasta da Fazenda, foram viabilizados volumes recordes de recursos para o Plano Safra e medidas específicas de fomento, como o aumento do percentual de etanol na gasolina para 32%. Haddad reiterou que as ações de reforma agrária conduzidas pelo governo federal seguem estritamente as determinações constitucionais, aplicando-se apenas a propriedades classificadas legalmente como improdutivas.

Tributação de importações e debate sobre juros

O ex-ministro também esclareceu o processo decisório em torno da cobrança de tributos sobre importações internacionais de baixo valor, conhecida como “taxa das blusinhas”. Haddad enfatizou que a incidência de ICMS sobre essas operações já era aplicada de forma homogênea pelos governos de todos os 27 estados antes da regulamentação da alíquota federal pelo Congresso Nacional.

No âmbito macroeconômico, Haddad avaliou as decisões de política monetária do Banco Central. Ele defendeu que a autonomia institucional do órgão não deve inviabilizar o debate público sobre a calibragem das taxas de juros, argumentando que a condução da taxa básica pelo Banco Central poderia ter adotado patamares inferiores sem comprometer o controle inflacionário do país.

Fonte: Brasil 247

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