
Robert diz em CPI que denunciou a membro do MP e da Polícia sobre lista de pagamentos de Pessoinha
Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores
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- Rios diz que entregou listas com supostas digitais de Pessoinha a autoridades, com determinação das empresas que deveriam ser pagas no governo de Doutor Pessoa
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“A ROUBALHEIRA ERA A REGRA”, DIZ ROBERT RIOS NA CPI do ‘DÉFICIT’
O ex-vice-prefeito de Teresina e ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Teresina, Robert Rios Magalhães, disse perante a CPI do Déficit Bilionário que reportou a membro do Ministério Público e da Polícia Civil do Piauí, que o então presidente da ETURB, João Pessoa, filho do então prefeito Doutor Pessoa, era quem, por ordem do pai, determinava as empresas que iriam receber pagamentos, através de listas previamente confeccionadas, que, por sua vez, eram repassadas para a então secretária de Finanças. Tal fato teria iniciado ainda no final de 2022.
Por orientação de Robert, a então titular da pasta, recebia as listas, e as colocava com cuidado para preservar as digitais em um saco plástico. Daí então pegou todos os documentos, mais informações de que dispunha e prestou depoimentos ao Ministério Público. Falou que a Polícia Civil do Piauí, que muito alardeia sobre operações matinais, não quis lhe ouvir.
Robert Rios disse também que não sabe como estão essas investigações e que na época as autoridades lhe pediram silêncio, isso há mais de 2 anos.
“Me pediram na época para que eu mantivesse silêncio, mas como isso está com dois anos e meio, eu posso falar, porque delegado há 40 anos eu sei quanto tempo dura uma investigação”, ironizou.
O episódio de como iniciou-se essas supostas listas a mando de Pessoinha é narrado perante os membros da comissão da seguinte forma:
"Alguém pergunta: “Por que é que eu rompi e o que é que eu fiz? Eu rompi, senhor presidente, por uma questão gravíssima que aconteceu lá dentro, mais ou menos no dia 30 de dezembro de 2022. Assumimos em 21, em 22 eu não era Secretário de Finanças, era a doutora Odimirtes, chega na sala da doutora Odimirtes o chefe da ETURB, o Pessoinha, e diz: ‘Doutora Odimirtes, ordem do meu pai. Daqui para frente, qualquer pagamento só quando eu autorizar. Eu vou trazer a lista das empresas a serem pagas, e a senhora vai executar o pagamento’. Odimirtes me liga e diz: ‘Doutor Robert, está acontecendo isso e isso’. Eu disse: ‘Não é verdade. Doutor Pessoa jamais faria isso. Isso é invenção desse rapaz. Esse rapaz está batendo mal. Diga que quer ouvir isso do pai dele’. O Doutor Pessoa chamou a doutora Odimirtes, na presença do Pessoinha e disse: ‘É desse jeito mesmo. Daqui para frente só paga qualquer coisa aqui dentro das Finanças depois que o João, João Pessoinha, disser que pode pagar’. Odimirtes me procura e disse: ‘Olha, o prefeito confirmou a história’. Eu digo: ‘Olha, faça o seguinte: quando ele trouxer a lista - preste atenção que esse detalhe é importante - receba, mas não pegue na lista, depois pegue com algum envelopezinho e coloque dentro de um envelope grande. E assim ela fez com a primeira lista, que eram umas 20 empresa, com a segunda lista com umas 20 empresas, com a terceira lista com umas 20 empresas, envelopou todas, sem tocar. Eu peguei essa lista e fui até o Ministério Público, doutor Malato, aquele mesmo que estava aqui sentado. ‘Doutor Malato, essa lista aqui dentro deve ter as impressões digitais do João Pessoa e se apreender o computador lá da ETURB, vai encontrar no disco rígido, que esse documento foi produzido na ETURB, e entreguei. Prestei dois depoimentos ao Ministério Público, para o doutor Malato, um quando eu entreguei essa lista, e outro depois, para acrescentar mais alguns dados que eu tinha encontrado no levantamento que eu tinha feito. Depois procurei o delegado, eu não sei se o nome dele, é Ferdinand, que é responsável pela delegacia que apura crime de corrupção. Procurei ele, falei das gravíssimas coisas que estavam acontecendo dentro da prefeitura e me ofereci para depor. Não quis tomar meu depoimento, também não sei que investigação ele fez, deve tá fazendo sigilosa. Doutor Malato deve tá investigando também. Me pediram na época para que eu mantivesse silêncio, mas como isso está com dois anos e meio, eu posso falar, porque delegado há 40 anos eu sei quanto tempo dura uma investigação. A ROUBALHEIRA [na PMT] ERA A REGRA".








