
O efeito Floriano para Joel: perder em casa é sempre pior
Um fato tem deixado o meio político cético quanto à capacidade de crescimento de Joel Rodrigues na disputa pelo Governo do Piauí nas eleições de 2026: o ex-prefeito é rejeitado em sua terra natal.
Natural de Floriano, Joel comandou a cidade por quatro vezes: de 2005 a 2008, de 2009 a 2012, de 2017 a 2020 e de 2021 a 2022, quando renunciou ao cargo para disputar a eleição para o Senado.
Na eleição de 2022, Joel perdeu para Wellington Dias a disputa em sua própria cidade. A vitória “de lavada”, esperada de alguém que foi prefeito tantas vezes, não se concretizou. O mesmo ocorreu na disputa para o Governo do Estado. Silvio, apoiado por Joel, teve 37,82% dos votos. Rafael Fonteles obteve 60,89%. Sintomático.
Revelador também é o fato de que o atual prefeito de Floriano, Antonio Reis — então vice, que assumiu após a renúncia de Joel Rodrigues e foi reeleito em 2024 —, declarou apoio a Rafael Fonteles (PT). O pré-candidato progressista entra mais fraco na disputa pelo governo do que entrou em 2022.
Há um ditado que diz: “Ninguém é profeta em sua terra”. Mas política não é profecia. É matemática de aprovação e rejeição. Aqui, os números se revelam.
A última pesquisa do Instituto Census, realizada entre 27 de fevereiro e 1º de março em Floriano, apontou a preferência pelo atual governador. Rafael Fonteles tem 49% das intenções de voto, e Joel Rodrigues, 23%.
Na década de 1970, a Volkswagen criou o slogan: “Você conhece, você confia”. Tanto tempo de convivência entre o eleitorado e Joel Rodrigues parece ter provocado o efeito contrário.
É um grande desafio. Num campeonato, é muito ruim para um time perder dentro de casa.









