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“Nós falhamos como sociedade”, diz Fabrício Loiola ao defender redução da maioridade penal

O candidato a deputado federal Fabrício Loiola (Republicanos-PI) destacou a juventude como uma das principais bandeiras de sua campanha durante entrevista concedida à Teresina FM nesta quarta-feira (16). Inspetor da Polícia Rodoviária Federal, ele defendeu a ampliação de políticas voltadas à formação profissional e à entrada dos jovens no mercado de trabalho.

Na avaliação de Loiola, o poder público precisa atuar de forma preventiva, criando oportunidades antes que adolescentes e jovens sejam alcançados pela criminalidade. O candidato criticou o que considera uma inversão de prioridades na aplicação de recursos públicos.

“Eu não invisto no jovem, eu não formo jovem, eu não garanto o primeiro emprego, eu espero ele ser preso para falar em recuperação, isso é uma palhaçada. O Brasil gasta com os chefes do tráfico, indivíduos completamente descartáveis para a sociedade. Têm que botar eles [traficantes] em presídios de segurança máxima. Fazem escolta deles, levam de jatinho para eles serem ouvidos pessoalmente pelo juiz, gastam milhões, mas com jovem a gente não gasta”, afirmou.

Durante a entrevista, Fabrício Loiola também se posicionou favoravelmente à redução da maioridade penal para 16 anos. Apesar de afirmar que não considera a medida ideal, disse entender que ela se tornou necessária diante do envolvimento de adolescentes em crimes graves.

“Sou completamente a favor no momento, apesar de não ser apaixonado pela ideia. Nós falhamos como sociedade, nós falhamos como sociedade e hoje os nossos adolescentes... os principais atos infracionais cometidos por adolescentes em cumprimento de regime no Brasil hoje são roubo, tráfico de drogas e homicídio”, declarou.

Foto: 180GrausFabrício Loiola

Loiola ainda fez críticas ao atual modelo político brasileiro. Segundo o candidato, a forma como a política vem sendo conduzida oferece poucas respostas aos problemas enfrentados pela população.

Para ele, a política feita atualmente no país “serve para muito pouco” e, em determinadas situações, “serve, na verdade, para atrasar a vida do cidadão”.

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