
Desembargadora que liberou bets no país fez postagens contra o PT e em defesa da família Bolsonaro
A desembargadora federal Adriana Pileggi, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), responsável por conceder uma liminar que autorizou três marcas de bets a voltarem a operar no Brasil, manteve publicações com teor político-partidário em suas redes sociais. Em sua conta pessoal, a magistrada compartilhou conteúdos críticos ao Partido dos Trabalhadores (PT), mensagens em defesa da família Bolsonaro e postagens que chegaram a ser classificadas como falsas por agências de checagem.

As manifestações contrariam a Resolução 305/2019 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que proíbe magistrados de emitir opiniões públicas de apoio ou crítica a partidos, candidatos e lideranças políticas. Após as tentativas de contato da imprensa para questionar o conteúdo das postagens, a conta da desembargadora na rede social foi alterada para o modo privado.
A decisão proferida por Pileggi no início da semana atendeu a um pedido da empresa CDA Gaming e suspendeu os efeitos da Medida Provisória nº 1.394/2026, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para proibir a atuação de casas de apostas no país. Na liminar, a magistrada criticou a justificativa da MP federal e garantiu o restabelecimento provisório das atividades financeiras e operacionais das plataformas. As informações são do JOTA.













