Frequência escolar é impactada -

Trabalho infantil cai 9,2% e atinge menor patamar da série histórica

O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 4,0% da população nessa faixa etária. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O contingente representa uma retração de 9,2% em relação ao ano anterior, atingindo o menor patamar de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2016, conforme informações do portal Frances News.

A trajetória de queda estendeu-se a todas as faixas etárias analisadas, mas a prevalência do trabalho infantil aumenta conforme o avanço da idade: o indicador parte de 1,1% entre crianças de 5 a 13 anos, atinge 5,9% na faixa de 14 e 15 anos e alcança 14,5% entre os jovens de 16 e 17 anos. Em termos absolutos, a Região Sudeste liderou o volume de pessoas em situação de trabalho infantil, somando 481 mil crianças e adolescentes, seguida pelo Nordeste, com 408 mil, Norte (249 mil), Sul (233 mil) e Centro-Oeste (128 mil). Em termos proporcionais, o Norte apresentou a maior taxa do país (6,3%), enquanto o Sudeste registrou o menor percentual (3,3%).

Foto: ReproduçãoTrabalho infantil cai 9,2% e atinge menor patamar da série histórica

A inserção no mercado de trabalho impõe impactos diretos na escolarização. Entre os jovens de 16 e 17 anos em situação de trabalho infantil, a taxa de frequência escolar fixou-se em 79,6%, enquanto a média nacional para a mesma faixa de idade atingiu 89,6%, revelando uma defasagem de 10 pontos percentuais. A pesquisa também ressaltou a eficácia das políticas de transferência de renda no combate ao problema: a redução de 144 mil crianças e adolescentes em trabalho infantil na faixa de beneficiários do Programa Bolsa Família respondeu por mais de 95% de toda a queda registrada no Brasil entre 2024 e 2025. O país também registrou queda para 525 mil pessoas no contingente exposto às piores formas de trabalho infantil, o menor índice da série histórica.

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