
Flávio Dino denuncia preconceito regional e racismo em críticas à sua atuação no STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que algumas críticas direcionadas à sua atuação na Corte apresentam preconceito regional de matriz racista. Em publicação nas redes sociais neste domingo (20/9), o magistrado declarou que identifica manifestações de “ódio” à sua origem maranhense e questionou expressões utilizadas para desqualificar seu trabalho. As Informações são do CNN.

Dino citou termos como “jurista de província” e “oratória grandiloquente de província”, que, segundo ele, revelariam uma tentativa de diminuir sua formação e conhecimento por causa da procedência regional. O ministro afirmou que está sujeito ao debate público e às críticas, mas ressaltou que também deve apontar quando determinadas manifestações, em sua avaliação, ultrapassam os limites da dignidade, da decência e das leis.
Na publicação, Dino afirmou que continuará utilizando referências à Constituição, às leis e a pensadores como Aristóteles, Max Weber e Hobbes, além de mencionar artistas como Chico César e Fábio Porchat. A manifestação ocorre em meio à tensão interna no STF, após a análise de um relatório da Polícia Federal sobre menções de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Durante a sessão, Dino pediu vista e interrompeu por até 90 dias a discussão sobre o rito do caso.











