
Vorcaro completa 200 dias preso com delação travada e crise no STF
A possibilidade de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, fechar um acordo de delação premiada no caso Master segue indefinida após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinar a remessa do inquérito à Presidência e paralisar sua tramitação até nova ordem. A medida interrompeu novos andamentos, incluindo a negociação da colaboração, enquanto a Corte discute a relatoria e a competência para conduzir os procedimentos, conforme informações do portal Diário do Centro do Mundo.
O ministro André Mendonça continua formalmente à frente do caso, mas está impedido de determinar diligências ou homologar uma eventual colaboração de Vorcaro enquanto vigorar a decisão de Fachin. A paralisação também alcançou as apurações sobre o escândalo de corrupção no INSS e a suposta relação entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes. Para os advogados de Vorcaro, a divulgação de mensagens extraídas do celular do empresário, que contêm menções a integrantes do STF, pode dificultar o fechamento de um acordo de delação.
A negociação de uma colaboração também depende da relação da defesa com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Vorcaro afirmou em depoimento ao gabinete de Mendonça, sem a presença de policiais federais, que as tratativas não avançaram porque poderia relatar sua relação com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A hipótese de acordo com a PGR também ganhou obstáculos porque o procurador-geral Paulo Gonet foi citado em mensagens e apareceu em uma fotografia ao lado de Vorcaro em um evento em Londres, em 2024. A PF prevê ouvir Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro, em 30 de setembro, na etapa final da sexta fase da investigação.












