
Investigação revela que missionária presa no Mato Grosso namorava chefe de facção no Rio
Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso revelou que a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida e seus pais, os pastores Orminda e Nivaldo de Almeida, utilizavam um projeto de assistência religiosa credenciado pelo governo para atuar em benefício de uma organização criminosa. A apuração, obtida com exclusividade pelo Fantástico, foi divulgada nesta segunda-feira (14/09) e mostra que o grupo servia como ponte para a entrada de aparelhos celulares, o transporte de recados entre lideranças presas e a movimentação financeira de valores oriundos do tráfico de drogas, conforme informações do portalFrances News.
De acordo com a investigação, a missionária mantinha um relacionamento amoroso com um dos chefes da facção no estado, identificado como Jonas Souza Gonçalves Júnior, o "Batman", condenado a 49 anos de prisão e foragido desde setembro de 2024, após romper a tornozeleira eletrônica. Registros obtidos pela polícia mostram que Rhavenna viajava com frequência ao Rio de Janeiro para encontrar o fugitivo em comunidades como o Complexo do Alemão e a Rocinha, onde o casal foi registrado em eventos com fuzis e carros de luxo, como um Porsche avaliado em R$ 600 mil. Além desse vínculo, ela também mantinha um relacionamento paralelo e esquemas de lavagem de dinheiro para outro integrante da organização que cumpre pena há mais de duas décadas. Mídias encontradas no celular da investigada exibiam fotos da família empunhando armas de fogo e comprovavam o recebimento de presentes valiosos financiados pelo criminoso, como carros, joias de ouro e viagens.
O Ministério Público denunciou Rhavenna, sua mãe Orminda e o detento Renildo Silva Rios pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro — o pai, Nivaldo, faleceu recentemente em decorrência de um câncer. Por determinação judicial, o grupo foi sumariamente banido de realizar qualquer atividade de assistência religiosa em presídios, enquanto a Secretaria de Justiça reforçou a fiscalização no complexo penitenciário. Em nota, a defesa das investigadas informou que nega categoricamente todas as acusações e que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da instrução processual.












