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Tribunais defendem legalidade de supersalários após cobrança do STF

Sete tribunais de Justiça informaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os pagamentos de supersalários registrados nos primeiros meses do ano ocorreram por acertos funcionais, como férias não usufruídas, aposentadorias e outras verbas indenizatórias. As explicações foram enviadas após determinação dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

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Os TJs de Goiás, Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal negaram qualquer irregularidade e afirmaram que os valores pagos respeitam a legislação. Segundo as cortes, os montantes elevados não resultaram da criação de novas vantagens, mas de indenizações, devoluções de imposto de renda e contribuição previdenciária para pessoas com doenças graves, diárias, ajuda de custo por mudança de domicílio e encargos relacionados a concursos.

A cobrança do STF ocorreu após reportagem apontar pagamentos superiores a R$ 400 mil para alguns magistrados, apesar da decisão da Corte que limita verbas remuneratórias e indenizatórias a até 70% do teto do funcionalismo. Os ministros solicitaram contracheques detalhados e advertiram que poderão adotar medidas caso seja comprovado descumprimento da determinação.

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