Ministro do MDS -

Wellington Dias reforça ações de acolhimento e prevenção com investimento de R$ 50 milhões

Integrar estratégias de redução de riscos e danos para cidadãos em extrema vulnerabilidade. Com esse intuito, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou um acordo de cooperação técnica e financeira com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões e viabilizará a integração de 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O acordo foi assinado nesta segunda-feira (22/06), em Brasília, durante solenidade para marcar o início da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Os recursos devem ser transferidos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pelo MJSP, diretamente para o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Na modalidade fundo a fundo, o repasse aos entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deve ocorrer de forma ágil e desburocratizada, garantindo a aplicação imediata na qualificação do atendimento socioassistencial e no suporte técnico adequado às equipes locais.

O titular do MDS, ministro Wellington Dias, destacou que a medida é fruto de um diagnóstico minucioso realizado em parceria com instituições de ensino superior e visitas técnicas a unidades de acolhimento. "A partir desse diagnóstico, fizemos com a nossa equipe uma série de avaliações em nossa rede e passamos a atuar junto com as universidades do Brasil, inspecionando as unidades de acolhimento que trabalham nessa área. O nosso objetivo é garantir a aplicação de protocolos que tragam plenas condições de segurança tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os usuários que recebem os benefícios", explicou.

Foto: Roberta Aline - MDS

Wellington Dias também celebrou os indicadores positivos alcançados pela pasta e a união de esforços federais. "Quero destacar os avanços que tivemos. Levantamentos recentes demonstram o incremento dos benefícios humanos e o aumento da sensação de acolhimento dos atendidos, o que comprova a relevância e o impacto positivo dessas ações. Com esse trabalho conjunto, unindo recursos do MDS e do Ministério da Justiça, estamos fortalecendo os pontos de atenção voltados à população em situação de rua, criando uma rede de proteção robusta e eficiente", ressaltou o ministro.

A articulação interministerial também foi defendida pelo ministro do MJSP, Wellington César, que apontou o acordo como um pilar essencial para a modernização das diretrizes de segurança pública no país. "Estamos estruturando uma política pública baseada em uma compreensão integrada, sistêmica e contemporânea da segurança pública. Trata-se de um exame que supera falsos dilemas e reconhece que o combate ao crime organizado e a prevenção da violência são faces indissociáveis de uma mesma estratégia nacional", afirmou.

Foto: Roberta Aline - MDS

Segundo o titular do MJSP, as ações preventivas e o acolhimento social reduzem o espaço de atuação das organizações criminosas. "A segurança pública exige inteligência, investigação robusta, operação federativa, fortalecimento institucional e a firme capacidade de nos articularmos para desarticular as organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro", complementou Wellington César.

Também no evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ressaltou o impacto macroeconômico e social de se investir na recuperação e reinserção de indivíduos vulneráveis antes que sejam capturados pelo sistema prisional. "Um dos itens fundamentais do plano de segurança pública do governo que está sendo lançado é, precisamente, o controle dos presídios, de onde muitas vezes o crime organizado comanda atividades que vitimizam as comunidades", contextualizou Barroso.

O ministro alertou para a ineficácia do encarceramento em massa de pequenos delitos e defendeu o tratamento da dependência química sob a ótica da saúde pública. "O encarceramento hipertrofiado e desnecessário de réus primários acaba realimentando a criminalidade em vez de pacificar a sociedade. Devemos focar em quem realmente comanda o crime. Ações como esta retomam o grande propósito de uma política de drogas humanizada, voltada à saúde física, evitando o tratamento puramente penal e cuidando das pessoas que sofrem com esses transtornos", ponderou Barroso. 

Foto: Roberta Aline - MDS

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