
Vídeo mostra estudante de medicina baleado por bombeiro correndo após discussão de trânsito
Um vídeo mostra o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, correndo pela rua logo após ser baleado durante uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu.
VÍDEO | Estudante de medicina é baleado por bombeiro em Taubaté, interior de São Paulo
— Estadão 🗞️ (@Estadao) October 2, 2026
Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era aluno do 4º semestre na Universidade de Taubaté (Unitau) e foi morto pelo bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, após uma… pic.twitter.com/fcCKSagYKp
O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (30), na Avenida do Povo. A gravação é, até o momento, o único registro em vídeo que integra a investigação.
Bruno foi enterrado na tarde desta quinta-feira (1º), em Jacareí, também no interior paulista. Ele cursava o 4º semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau).
O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi preso em flagrante sob suspeita de ter atirado contra o estudante. Nesta quinta, após passar por audiência de custódia, ele obteve liberdade provisória.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Corpo de Bombeiros lamentou a morte de Bruno. A corporação informou que Marcos está em licença sem vencimentos e não exercia funções na região do Vale do Paraíba.
Testemunha apresenta versão diferente da defesa
A defesa do bombeiro apresentou à polícia uma versão sobre o que teria acontecido antes dos disparos. Segundo o advogado Claudio Rodrigues, Marcos teria tido o primeiro contato com Bruno ainda no túnel de entrada de Taubaté. De acordo com o defensor, o estudante teria xingado e ameaçado a esposa do bombeiro com um objeto que parecia ser uma arma.
Os dois teriam se encontrado novamente pouco depois, na região da Avenida do Povo, quando os veículos pararam em um semáforo.
Ainda segundo a defesa, o bombeiro teria descido do carro, se identificado como policial e pedido que Bruno saísse do veículo para ser abordado. O advogado afirma que, quando Marcos se aproximou, o vidro do carro estourou e o estudante voltou a fazer ameaças. Segundo essa versão, o bombeiro então efetuou os disparos.
Uma testemunha ouvida pela polícia, porém, apresentou uma versão diferente. Conforme o relato, o bombeiro desceu do carro e começou a gritar com Bruno. Em seguida, teria dado três cotoveladas no vidro do veículo até quebrá-lo e, depois, efetuado os disparos.
A testemunha afirmou ainda que Bruno permaneceu dentro do carro, com os vidros fechados, sem discutir ou fazer qualquer movimento para fora do veículo.
Polícia investiga dinâmica dos disparos
Segundo a polícia, foram efetuados de quatro a cinco disparos. A perícia deverá determinar quantos deles atingiram o estudante e esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Um canivete foi apreendido no carro de Bruno.
Fonte: Correio 24Horas











