
Empresário investigado por homicídio se apresenta ao DHPP e nega envolvimento no crime
O empresário Wesley Borges se apresentou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Teresina, na tarde desta quinta-feira (1º), para prestar depoimento sobre a investigação do assassinato de Francisco Wanderson, ocorrido em julho, no município de José de Freitas, no Norte do Piauí.
Wesley foi acompanhado pelos advogados e ouvido pelo delegado Bruno Ursulino, responsável pelo caso. Contra ele havia um mandado de prisão temporária, mas o empresário não permaneceu detido em razão das restrições previstas no Código Eleitoral para prisões de eleitores no período que antecede as eleições.

Polícia apreendeu armas e coletes
Durante a investigação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Wesley. Nos locais, foram apreendidas armas, coletes balísticos e roupas de camuflagem.
A defesa afirma que os imóveis foram incluídos na investigação por terem sido relacionados a Jonh Lennon, preso anteriormente e apontado como suspeito de participação no homicídio. Os advogados alegam que Wesley não possui ligação com o crime.
O empresário declarou que as armas encontradas no local são registradas e afirmou que um revólver calibre 38 apreendido não pertence a ele. Segundo Wesley, outras armas que estariam regularizadas também não foram apresentadas no inquérito.
Sobre as roupas de camuflagem, a defesa afirmou que são utilizadas por pessoas registradas como CACs. Wesley informou ainda que possui registro como atirador desde 2021. Já os coletes, segundo o empresário, teriam sido adquiridos para utilização por seguranças de seu supermercado.
Empresário nega ligação com suspeito
Wesley confirmou que conhece Jonh Lennon, mas negou manter relação de amizade com ele. Segundo o empresário, o contato ocorreu principalmente por questões políticas e eleitorais, já que ele atua como liderança política no município de União.
A defesa também questionou a existência de elementos que relacionem Wesley ao homicídio. Os advogados afirmam que o empresário foi incluído na investigação sem provas que indiquem sua participação no crime.
O inquérito continua em andamento. Além de Wesley, outras sete pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento no assassinato de Francisco Wanderson.











