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PMs viram réus suspeitos de homicídio qualificado após morte de médica por engano

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus dois policiais militares pela morte da médica oncologista Andréa Marins, ocorrida em (15/03) no bairro de Cascadura, Zona Norte da capital fluminense. O subtenente José e o segundo-sargento Raphael, ambos lotados no 9º BPM, responderão pelo crime de homicídio qualificado.

Foto: Reprodução/InstagramPMs viram réus após médica ser morta por engano no Rio

A acusação, formulada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp-MPRJ) com base em laudos periciais e gravações de câmeras de monitoramento, apontou que os agentes atuaram com dolo eventual. Na ocasião, a guarnição perseguia um veículo prata suspeito de envolvimento em roubos e, ao perder o automóvel de vista, efetuou múltiplos disparos contra o carro branco da médica no momento em que ela saía da casa dos pais. Andréa foi atingida no tórax e no abdômen e morreu no local.

Com o acolhimento da denúncia na quarta-feira (09/09) pela 2ª Vara Criminal da Capital, a Justiça determinou o afastamento imediato dos militares do policiamento ostensivo e das atividades operacionais, além da suspensão do porte funcional de arma. Os réus foram reatribuídos para funções exclusivamente administrativas e estão proibidos de manter contato ou se aproximar a menos de 300 metros de familiares da vítima e testemunhas do caso. As informações são Metropoles.

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