
Operação Tellus investigou venda de dados e golpes com lotes de espólios no DF
O papiloscopista da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Edward Higino, preso em 2020 por acessar sistemas do Instituto de Identificação e vender dados sigilosos de delegados e advogados a integrantes de organizações criminosas, foi demitido da corporação. A demissão foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
Segundo o documento, a medida foi tomada com base em infrações disciplinares previstas na antiga Lei nº 4.878/1965, relacionadas ao recebimento de vantagens em razão do cargo e ao uso abusivo da condição de policial. A coluna tenta localizar a defesa de Edward Higino.

Edward foi alvo da Operação Tellus, deflagrada pela 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho I), e terminou preso em setembro de 2020. Segundo a PCDF, ele também integrava um grupo suspeito de aplicar golpes envolvendo a venda de lotes abandonados ou pertencentes a espólios, sem autorização dos herdeiros. As investigações apontaram que uma loja de tintas usada pelo grupo movimentava cerca de R$ 50 mil por mês.











