
Corpo de empresário morto após sequestro é velado sob forte comoção
O corpo do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, é velado na manhã desta sexta-feira (24/07), em Carapicuíba, na Grande São Paulo. O sepultamento também será realizado no município, conforme informou a noiva da vítima, Juliana Castro.
Marcelo foi encontrado morto na tarde dessa quinta-feira (23/07), em uma área de mata próxima ao Rio Cotia, na divisa entre Carapicuíba e Jandira. O empresário estava desaparecido desde o dia 16 de julho, quando foi atraído para uma emboscada, segundo as investigações da Polícia Civil.
Em uma homenagem publicada nas redes sociais, Juliana lamentou a morte do companheiro.
"O Marcelo não foi apenas o homem que eu amava. Ele foi um ser humano extraordinário, de coração generoso, que dedicou sua vida a fazer o bem. Quem teve o privilégio de conhecê-lo de verdade sabe da grandeza da sua alma, da sua bondade e da forma como cuidava das pessoas", escreveu.
Quarto suspeito preso
Também na quinta-feira (23), a Polícia Civil prendeu o quarto suspeito de envolvimento no sequestro e assassinato do empresário. Lucas Jaime de Oliveira Moura da Silva, conhecido como "Capivara", negou participação no crime, embora a investigação afirme ter reunido provas que apontam seu envolvimento.
Com a prisão, todos os investigados estão detidos: Lucas Soares de Lima, Paulo Sérgio Soares de Almeida, Júlio César Moura Batista e Lucas Jaime de Oliveira Moura da Silva.
Empresário criou projeto social após perder a filha
Em 2021, Marcelo enfrentou uma tragédia pessoal ao perder a filha de apenas um ano para o câncer. Em homenagem à menina, criou o projeto social Guiados por uma Estrela, voltado ao auxílio de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Como o crime aconteceu
De acordo com a Polícia Civil, Marcelo foi atraído por Lucas Soares de Lima, apontado como mentor do crime, sob o pretexto de um encontro. Ao chegar ao local combinado, o empresário teria sido rendido, amarrado, agredido e sequestrado por outros integrantes do grupo.
As investigações apontam que ele foi levado para uma comunidade e, posteriormente, obrigado a seguir até uma área de mata às margens do Rio Cotia, escolhida pelos criminosos por ser de difícil acesso e conhecida por eles.
A principal hipótese é de que Marcelo vinha sendo monitorado e acabou assassinado porque os suspeitos temiam ser identificados por ele.
Relacionamento mantido em sigilo
Segundo o inquérito policial, Marcelo e Lucas Soares mantinham um relacionamento amoroso reservado. A investigação aponta que o empresário custeava presentes e benefícios financeiros ao suspeito.
Conversas encontradas nos celulares apreendidos mostram que Lucas demonstrava preocupação em manter o relacionamento em segredo, o que, para a polícia, reforça a existência do vínculo entre os dois.
Mãe denunciou os próprios filhos
Lucas Soares e Paulo Sérgio são irmãos e foram denunciados pela própria mãe, Zemira Santos Soares. Conforme a Polícia Civil, o depoimento dela foi considerado decisivo por apresentar informações relevantes e contemporâneas aos fatos investigados.
Além disso, os três primeiros presos gravaram um vídeo mostrando Marcelo amordaçado no que seria o local do crime. As imagens foram encontradas em um dos celulares apreendidos durante as investigações e passaram a integrar o inquérito policial.









