
Casal é acusado de torturar e tentar matar bebê de 1 ano no interior de SP
Um homem e uma mulher foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), na sexta-feira (16/10), por suspeita de tentativa de homicídio contra uma menina que tinha apenas um ano na época dos fatos, em São João da Boa Vista, no interior paulista. A mulher é mãe da criança. O casal também foi denunciado por tortura contra criança, falsidade ideológica e fraude processual. As informações são do Metrópoles.
Segundo a denúncia, entre abril e junho deste ano, a menina teria sido submetida a uma série de agressões, incluindo golpes com chinelos e colher de madeira, sufocamento, submersão do rosto em água, confinamento, privação de descanso e administração de medicamentos sedativos sem prescrição médica.

Criança sofreu lesão cerebral grave
De acordo com o Ministério Público, em 19 de junho, o casal teria administrado um sedativo em dose elevada à criança e, em seguida, a sacudido violentamente para dissimular os efeitos da intoxicação. A menina sofreu uma grave lesão cerebral, chegou ao hospital em coma profundo e apresentou uma parada cardiorrespiratória.
Ainda conforme a denúncia, os dois disseram aos médicos que a criança havia caído da cama e não informaram sobre a administração do sedativo. Após ser estabilizada, a menina foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu internada por 29 dias, sob ventilação mecânica.
O promotor André Pereira Melo, responsável pelo caso, também apontou suspeitas de que o casal tentou dificultar as investigações, apagando mensagens e áudios e utilizando conversas com visualização única.
Ministério Público pede prisão preventiva
Conforme a denúncia, o homem teria planejado e orientado as agressões, além de fazer registros em fotos e vídeos. A mãe é acusada de participar fisicamente dos atos e de não proteger a filha.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva dos dois, alegando a gravidade dos fatos e os riscos de destruição de provas e intimidação de testemunhas.
A promotoria também solicitou a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil pelos danos causados à criança e a perda do poder familiar da mãe.
Entre as medidas de proteção solicitadas estão acompanhamento pelas áreas de educação e assistência social, vaga imediata em creche, atendimento psicossocial e inclusão em serviços especializados de apoio à família. O órgão também pediu diligências para avaliar a concessão de benefícios sociais à menina.
As acusações serão analisadas pela Justiça.











