
Servidor público confessa série de ataques a ônibus em SP e diz que queria "consertar o Brasil"
O servidor público Edson Aparecido Campolongo, de 68 anos, foi identificado pela Polícia Civil como o principal autor de uma série de ataques a ônibus ocorridos em São Paulo. Funcionário da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) há mais de 30 anos, Edson atuava como motorista do chefe de gabinete da companhia. Segundo a investigação, ele confessou ter sido responsável por pelo menos 17 atos de vandalismo, alegando que queria “consertar o Brasil”, mas admitiu posteriormente que “fez merda” e reconheceu que os ataques “não têm nada a ver”.
Edson foi preso na última terça-feira (22/07), após a polícia identificar o uso de um carro oficial — um Volkswagen Virtus branco — em várias cenas de vandalismo. O veículo era utilizado no trajeto entre São Bernardo do Campo, onde mora seu chefe direto, e a capital paulista. A investigação apontou que Edson lançava artefatos como coquetéis molotov e usava bolas de aço e estilingues contra os coletivos, escolhendo os alvos de forma aleatória. Imagens de câmeras de segurança ajudaram na identificação do suspeito.
O motorista público também recrutou o irmão, Sergio Aparecido Campolongo, de 56 anos, que teria participado de ao menos dois ataques. Enquanto Edson teve a prisão preventiva decretada e já está sob custódia, Sergio segue foragido. Com a prisão do servidor, o número total de detidos ligados à onda de ataques chega a 15. A polícia ainda avalia a motivação exata por trás dos crimes, mas destacou que Edson se diferencia dos demais por ter promovido vandalismo em série, enquanto outros suspeitos agiram de forma isolada.
Nas redes sociais, Edson mantinha um perfil ativo e publicava frequentemente críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Dois dias antes de ser detido, ele ainda compartilhava vídeos em seu perfil no Facebook. A prisão de um servidor público envolvido diretamente nos ataques causou repercussão e gerou preocupação no governo estadual, que reforça agora a segurança e a vigilância sobre veículos e servidores com acesso a órgãos públicos.









