
Ao lado de Nobel da Paz, W. Dias apresenta na ONU estratégia de inclusão produtiva
O ministro Wellington Dias apresentou nesta segunda-feira (21/09), durante uma agenda em Nova York, o Acredita no Primeiro Passo como uma iniciativa brasileira voltada à inclusão econômica de famílias de baixa renda. A apresentação ocorreu em uma plenária da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que debateu negócios sociais, juventude e tecnologia.
O evento reuniu representantes de diferentes áreas e teve entre os participantes o economista Muhammad Yunus, vencedor do Nobel da Paz de 2006 e conhecido internacionalmente pelo trabalho relacionado ao microcrédito.
Em sua participação, Wellington Dias explicou que o programa busca ampliar as oportunidades para pessoas inscritas no Cadastro Único. A iniciativa combina capacitação profissional, inserção no mercado de trabalho, incentivo ao empreendedorismo e acesso a microcrédito produtivo orientado.
Para o ministro, a transferência de renda e a proteção social precisam estar associadas a mecanismos que permitam às famílias ampliar sua capacidade de geração de renda.
“A proteção social é fundamental para garantir segurança às famílias, mas precisamos também abrir caminhos para a autonomia. Com o Acredita no Primeiro Passo, estamos conectando qualificação, emprego, empreendedorismo e crédito”, afirmou.
Wellington Dias também defendeu que o acesso ao crédito seja acompanhado por orientação e outras ferramentas de inclusão produtiva. Segundo ele, pessoas em situação de pobreza também participam da economia como trabalhadoras, produtoras e empreendedoras.
A agenda ocorreu em um ano marcado pelos 50 anos da experiência que deu origem ao modelo moderno de microcrédito, difundido internacionalmente a partir do trabalho desenvolvido por Yunus em Bangladesh.
Durante o encontro, o ministro ainda mencionou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada pelo Brasil no G20, como uma iniciativa de cooperação internacional para ampliar políticas de combate à fome e à pobreza.
Ao falar sobre os desafios para os próximos anos, Wellington Dias defendeu que experiências já existentes sejam ampliadas e adaptadas a diferentes realidades.
“O mundo não precisa começar do zero. Existem políticas e experiências que funcionam. Precisamos dar escala a essas soluções e conectar proteção social com autonomia econômica”, declarou.













