
MPF apura denúncia contra médica que mandou barrar altas de pacientes petistas
A médica ginecologista e obstetra Marcella Segato de Sousa Melo, do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) após ser flagrada em um grupo de WhatsApp da unidade orientando a suspensão de altas hospitalares para impedir que pacientes participassem do primeiro turno das eleições gerais de 2026. Segundo a denúncia, protocolada pelo advogado Alan Henrique Silva Marques, a médica enviou a ordem na sexta-feira (2/10), alegando que a maioria das pacientes internadas seria simpatizante do Partido dos Trabalhadores. O conteúdo foi repassado ao jurista por um interno de medicina subordinado à médica, conforme informações do portal Frances News.
No conteúdo e
ncaminhado ao MPF, Marcella afirma que nenhuma paciente deveria receber alta no fim de semana e ainda envia ao grupo uma figurinha do ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo um gesto de aprovação. A mensagem gerou engajamento na conversa: ao menos 12 pessoas do grupo de WhatsApp reagiram com emojis de riso, afirmação e bandeira do Brasil. De acordo com o material apresentado, a conduta de teor político na rede interna da maternidade já vinha ocorrendo, e o texto descreve uma tentativa de vincular decisões sobre altas hospitalares e notas acadêmicas a preferências partidárias dentro da unidade municipal de saúde.
A denúncia não informa se pacientes chegaram a ser efetivamente impedidas de deixar o hospital, nem apresenta posicionamento da médica ou da direção da unidade. O caso segue sob análise do Ministério Público Federal, que deverá apurar as responsabilidades.












