Veja vídeo -

Metrópoles: Após ultimato do MP, delegado posta caçada a "anjo caído" do PCC

Mesmo após ser orientado pelo Ministério Público do Piauí (MPPI) a interromper a divulgação de conteúdos relacionados a investigações e suspeitos nas redes sociais, o delegado Charles Pessoa voltou a publicar um vídeo sobre uma ação policial nesta quarta-feira (03/06).

Na gravação, o delegado relata uma operação realizada na zona rural de Altos, onde equipes de segurança atuavam desde as primeiras horas da manhã para localizar um homem foragido da Justiça, apontado como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foto: Reprodução.

Durante a publicação, Charles Pessoa informou que a polícia pretendia divulgar imagens do suspeito para ampliar as buscas e incentivar a colaboração da população com informações que possam levar à prisão do investigado.

A postagem ocorreu um dia após o Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), ligado ao MPPI, emitir uma recomendação para que o delegado deixe de publicar ou incentivar a divulgação de conteúdos envolvendo pessoas presas, investigadas, abordadas ou custodiadas em redes sociais.

O documento também orienta a suspensão de materiais que possam expor indivíduos a constrangimentos, além da divulgação de interrogatórios, confissões, declarações com potencial de autoincriminação e informações capazes de antecipar conclusões de investigações ainda em andamento.

Entre as medidas recomendadas pelo Ministério Público está a proibição do uso de elementos institucionais da Polícia Civil para promoção pessoal, como viaturas, armamentos, distintivos e fardamentos. O órgão também orientou que não haja monetização de conteúdos relacionados à atividade policial.

Apesar das restrições, o MPPI ressaltou que a recomendação não impede a divulgação de informações oficiais pelos canais institucionais da Polícia Civil.

O delegado terá 20 dias para comunicar formalmente ao Ministério Público se acatará as orientações. Em caso de descumprimento ou de justificativas consideradas insuficientes, o órgão poderá adotar medidas judiciais e administrativas cabíveis. Com informações Metrópoles.
 

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