180 dias -

Justiça autoriza recuperação extrajudicial de empresas do grupo Ri Happy

A Justiça de São Paulo autorizou nesta sexta-feira (23/10) o processo de recuperação extrajudicial de um conjunto de seis empresas do setor de brinquedos, incluindo Ri Happy e PBKids. O pedido protocolado neste mês de outubro tenta renegociar uma dívida de R$ 827,4 milhões. 

A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, determinou a suspensão de todas as ações, execuções e cobranças patrimoniais contra as empresas do grupo pelo prazo de 180 dias a partir da distribuição nacional. O período não pode ser prorrogado e se aplica exclusivamente aos créditos e credores abrangidos pelo plano.

Foto: ReproduçãoJustiça autoriza recuperação extrajudicial de empresas do grupo Ri Happy
Justiça autoriza recuperação extrajudicial de empresas do grupo Ri Happy

A magistrada também concedeu um prazo de 90 dias para o grupo obter o apoio da maioria dos credores. Apesar de ter autorizado que os pedidos das seis empresas tramitem juntos, a juíza negou a consolidação substancial, ou seja, cada empresa deverá comprovar a adesão da maioria dos seus próprios credores.

Além da Ri Happy e da PBkids Brinquedos, o grupo inclui as empresas Brincar Marcas e Participações, DRH Casa de Festa, New Toys Comércio e Distribuição e Importação, e Partout Administração de Franquias e Bens. Segundo o advogado Renato Scardoa, especialista em direito empresarial, a recuperação extrajudicial é um caminho mais ágil e menos custoso do que a recuperação judicial e deve ganhar cada vez mais espaço diante da atual crise.

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