Justiça pede R$ 30 milhões -

“Expressei minha opinião”, diz Luciano Hang após MPT processar Havan por suposto assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) protocolou, nesta quinta-feira (17/09), uma ação civil pública contra a rede varejista Havan e o empresário Luciano Hang por suposto assédio eleitoral. O processo tramita na Justiça do Trabalho.

A ação tem como base declarações feitas por Hang durante a inauguração de uma filial da empresa em Caldas Novas (GO), no final de agosto. Na ocasião, o empresário criticou pautas trabalhistas, incluindo o fim da escala 6x1.

Segundo o MPT, Hang teria relacionado o posicionamento político dos trabalhadores a possíveis demissões, perda de renda e precarização profissional. Para o órgão, as declarações configurariam coação e interferência na liberdade política dos funcionários.

O MPT pede que a Havan e Luciano Hang sejam condenados ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, além de indenização individual de pelo menos 20 vezes o último salário de cada trabalhador atingido.

O órgão também solicitou que Hang grave um vídeo de retratação em até 48 horas, que os funcionários sejam liberados para votar nos dias de eleição e que a empresa adote normas permanentes de neutralidade política nas lojas. Em nota, o empresário afirmou que tem direito de expressar sua opinião e que estava defendendo a liberdade de poder trabalhar.

Foto: Divulgação/ HavanLuciano Hang e Havan

Confira a nota da defesa de Luciano Hang

A Justiça não pode ter lado. A Justiça não pode ser parcial e prejudicar quem gera empregos no país.

Tenho direito de dar a minha opinião. Foi exatamente o que fiz durante a inauguração em Caldas Novas. Eu estava falando sobre a liberdade de poder trabalhar, que o emprego é sinônimo de felicidade e sobre a importância de trabalhar para conquistar seus objetivos. Nesse contexto, expressei minha opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no país.

Não falei de candidato. Não falei de partido. Não pedi voto para ninguém. Não determinei em quem ninguém deveria votar. Apenas falei o que penso.

Desde que me manifestei publicamente, em 2018, vivo situações como essa. Quando um empresário se posiciona, fala o que pensa e defende o caminho que acredita ser melhor para o Brasil, passa a ser perseguido.

Não posso abrir mão da minha liberdade de expressão. Muito menos aceitar que uma opinião seja transformada em assédio eleitoral.

Respeito o Ministério Público do Trabalho e respeito a Justiça. Mas também precisam respeitar quem gera emprego, investe no país e acredita no Brasil.

Afinal, vivemos em uma democracia ou ela só vale quando concordamos com o que é dito?

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