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Bolsa Família terá reajuste em outubro e valor mínimo sobe para R$ 691

O Bolsa Família terá novos valores a partir de outubro. O benefício mínimo garantido por família passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado chegará a R$ 777.

O reajuste considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Os novos valores começam a valer na folha de outubro, com pagamentos a partir do dia 19.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, e estabelecida pelo Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026.

Foto: Reprodução

A atualização dos benefícios está prevista na Lei nº 14.601/2023, que instituiu o atual Bolsa Família e autoriza o Poder Executivo a alterar os valores, com correções periódicas em intervalos de até 24 meses, sem possibilidade de redução.

Segundo o Governo Federal, o reajuste será acomodado dentro do espaço fiscal existente, sem ampliação do limite global de despesas. Para 2027, a proposta orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional deverá ser ajustada para incorporar os novos valores dentro dos limites fiscais previstos.

Veja como ficam os valores

Com o reajuste, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família beneficiária, passa de R$ 142 para R$ 164.

O Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança com idade entre zero e sete anos incompletos.

Já o Benefício Variável Familiar passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas condições previstas pelo programa, incluindo gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes nas faixas etárias estabelecidas pela legislação.

O Benefício Complementar, por sua vez, passa a assegurar que nenhuma família contemplada pelas regras gerais receba menos de R$ 691. Caso a soma dos demais benefícios fique abaixo desse patamar, será pago o valor necessário para alcançar o novo piso.

Isso significa que os R$ 691 não correspondem a um valor único para todas as famílias. O pagamento final depende da composição familiar e dos adicionais aos quais cada núcleo tem direito.

Cadastro Único

O reajuste ocorre em meio ao processo de qualificação do Cadastro Único. Desde 2023, o Governo Federal vem ampliando o cruzamento de informações com outras bases públicas e a análise de inconsistências cadastrais.

A estratégia busca identificar cadastros que não correspondem mais à realidade das famílias e, ao mesmo tempo, localizar pessoas que atendem aos critérios do Bolsa Família, mas ainda não estavam alcançadas pelo programa.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, a modernização do Cadastro Único e a integração das informações contribuíram para aumentar a eficiência do programa e direcionar os recursos às famílias que atendem aos critérios estabelecidos.

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