Está sendo investigado · 23/06/2022 - 11h40

Ex-ministro da Educação é preso e Bolsonaro pede que ele 'responda pelos atos'


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Notícia da Manhã - O ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso nesta quarta-feira (22/06), ele está sendo investigado por corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

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O caso tem gerado muita repercussão, é uma fase de investigação e não se trata de julgamento nem decisão judicial, mas é extremamente grave pela motivação da  Polícia Federal ter solicitar a prisão dos envolvidos.

Milton Ribeiro foi preso às 6h30 da manhã no prédio onde mora em Santos e não ofereceu resistência. A Polícia Federal ainda cumpriu mandado de busca em outro endereço do ex-ministro em São Vicente, também no litoral paulista.

A ordem de prisão foi dada pela 15ª vara de Justiça Federal em Brasília, no âmbito da Operação Acesso Pago, que investiga tráfico de influência de pastores no Ministério da Educação durante a gestão de Ribeiro.

O inquérito cita os crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. No total a operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão.

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Além do ex-ministros da educação que está preso preventivamente, também foram detidos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, acusados de formar em um gabinete paralelo de liberação de verbas no MEC, mesmo sem fazer parte do governo. Os dois pastores tinham livre circulação no Palácio do Planalto.

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De 2019 até fevereiro deste ano, Gilmar dos Santos 10 visitas, Arilton Moura esteve 35 vezes no Palácio, dois encontros estiveram na agenda oficial do presidente Jair  Bolsonaro.

As investigações foram abertas no Supremo Tribunal Federal, no dia 24 de março, quando Ribeiro ainda é ministro da Educação e tinha foro privilegiado. Em uma gravação ele afirma que a prioridade do ministério seria atender município em necessidade e a todos que são amigos do Pastor Gilmar.

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Após a revelação Milton Ribeiro deixou o cargo no governo, e a ministra do STF, Cármen Lúcia, remeteu um inquérito para primeira instância da Justiça.

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"Que ele responda pelo atos dele, eu peço a Deus que não tenha problema nenhum, mas se tem algum problema, a PF está agindo e está investigando, é um sinal que eu não interfiro é na PF, que isso aí vai respingar em mim obviamente", disse Jair Bolsonaro.

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