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Alcolumbre busca acordo para perdoar Bolsonaro e atrair votos no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), discute um acordo que permita beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com anistia ou indulto e ajude a atrair o apoio de parlamentares da direita à sua reeleição no comando da Casa.

Segundo interlocutores do senador, as conversas começaram antes das eleições e envolvem parlamentares, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesses encontros, Alcolumbre tem defendido um entendimento para reduzir os confrontos entre o Congresso, o governo e o Supremo. A articulação também busca conter a pressão por impeachment de ministros do STF, em uma demonstração de "pacificação", termo que tem sido repetido pelo amapaense.

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoAlcolumbre
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Ainda não há, porém, uma proposta definida nem uma decisão sobre qual caminho seguir. Segundo pessoas próximas a Alcolumbre, também não existe acordo entre os envolvidos para viabilizar o perdão a Jair Bolsonaro. A articulação agrada a integrantes do PL, mas enfrenta uma cobrança de prazo. Reservadamente, senadores da legenda dizem que, para se converter em votos na eleição de fevereiro de 2027, a negociação teria de ser concluída ainda neste ano.

Alcolumbre busca ampliar sua base e enfraquecer uma eventual candidatura do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O PL deve se reunir na próxima quarta-feira (4/11) para decidir se lançará Marinho à disputa. Nas conversas sobre o perdão a Bolsonaro, uma das possibilidades consideradas é a concessão de indulto por Lula. Aliados de Alcolumbre avaliam que essa é a construção mais difícil, diante das manifestações do petista contrárias a beneficiar o antecessor, mas dizem que a hipótese não está completamente descartada.

A outra possibilidade em discussão, a anistia, dependeria de uma lei aprovada pela Câmara e pelo Senado, com definição dos crimes e das pessoas que seriam alcançadas pelo perdão. O texto seguiria para sanção ou veto de Lula, que poderia ser derrubado pelo Congresso. Enquanto tenta viabilizar o acordo, Alcolumbre já conta com apoios partidários para a disputa pelo Senado. MDB, PSD, PT, União Brasil e PP sinalizaram respaldo à sua recondução, somando 33 senadores, oito a menos que os 41 votos necessários para eleger o presidente da Casa.

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