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Postagens antigas de Ana Elisa preocupam integrantes da campanha de Lula

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, virou alvo de críticas de integrantes da coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após publicações antigas nas redes sociais começarem a circular entre lideranças da direita. A parlamentar havia sido convidada para ajudar na estratégia digital da campanha. Com informações do Metrópoles.

Nos bastidores, integrantes do PT demonstraram preocupação com o conteúdo das postagens, que abordam temas como igrejas evangélicas, aborto e atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação de aliados é de que a repercussão pode prejudicar a imagem de Lula durante o segundo turno da disputa presidencial e ser explorada por adversários políticos.

Entre as publicações compartilhadas por parlamentares como Nikolas Ferreira (PL-MG), há mensagens atribuídas a Ana Elisa que defendem o fechamento de igrejas evangélicas, o aborto após a 22ª semana de gestação e ataques à bancada evangélica. Também circulam vídeos em que ela comenta questões raciais, críticas ao Carnaval e a possibilidade de bloqueio de redes sociais por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Foto: Reprodução/InstagramTuítes antigos de Ana Elisa preocupam integrantes da campanha de Lula

Diante da repercussão, aliados de Lula teriam sugerido que a deputada eleita suspendesse suas contas nas redes sociais. Ana Elisa, porém, negou que a decisão tenha sido uma solicitação da campanha. Segundo ela, a suspensão ocorreu após o recebimento de ameaças de morte, que pretende encaminhar à Polícia Federal (PF) para investigação.

“A campanha não pediu, eu sigo atuando na ajuda à campanha do presidente Lula. [Minha rede social] está suspensa até conseguirmos chegar à PF hoje e enviarmos todas as ameaças de morte que recebemos de ontem para hoje”, afirmou a parlamentar. Ana Elisa foi a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais, segundo as informações divulgadas sobre o resultado eleitoral.

Para conter os efeitos da repercussão, outros integrantes do PT passaram a publicar mensagens destacando que Lula é católico e não defende o fechamento de igrejas. O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), também eleito deputado federal, afirmou nas redes sociais que a posição atribuída ao presidente não corresponde ao que ele pensa e classificou as publicações contrárias como uma narrativa da extrema-direita.

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