• Gestores de Fortaleza e Niterói apresentam experiências de sucesso no ClimaTHE24

    A 2ª Conferência do Clima de Teresina – ClimaTHE24 – reuniu, na manhã de hoje (27/05), gestores de diversas cidades com experiências exitosas em mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Entre elas, Fortaleza (CE) e Niterói (RJ). O evento teve a participação de um público de mais de 400 pessoas, entre servidores públicos, estudantes e especialistas.

    O vice-prefeito de Fortaleza, Élcio Batista, destacou a importância de ter uma estratégia de planejamento integrada com os órgãos de execução de obras e financiamento. “Nós temos dois institutos de pesquisa em Fortaleza que fazem todo o levantamento dos dados e, com isso, temos mais acertividade nas obras. Temos iniciativas nos eixos de mobilidade, qualidade do ar e reciclagem.”, disse.

    Foto: Prefeitura de Teresina Vice-prefeito de Fortaleza, Élcio Batista
    Vice-prefeito de Fortaleza, Élcio Batista

    Uma das iniciativas bem-sucedidas na capital cearense é o Parque Raquel de Queiroz, uma obra que requalificou uma área degradada e entregou para a população um parque linear, com a possibilidade de vivência do espaço, além de que ele possui soluções baseadas na natureza com a finalidade de auxiliar na drenagem da região.

    O ex-secretário do Clima de Niterói, Luciano Paez, que participou da primeira edição do ClimaTHE, ano passado, trouxe a experiência de integração do município com instituições internacionais para resolver os problemas locais.

    “Niterói já sofreu com deslizamentos e outros problemas em consequência da crise climática. Depois dos investimentos que fizemos, em parceria com diversas instituições, nós conseguimos salvar vidas. Essas parcerias são fundamentais, porque quando iniciamos o trabalho na Secretaria de Clima não tínhamos outra experiência para buscar o exemplo. Então fomos buscar instituições e gestores internacionais para nos inspirarmos”, disse.

    A programação do ClimaTHE24 segue nesta terça (28/05), com foco em justiça climática e quarta (29/05), com visita técnica dos palestrantes em obras que modificaram a realidade de Teresina, sobretudo no que diz respeito a drenagem e adaptação da zona norte, especialmente nas áreas que costumavam sofrer alagamentos.

    Foto: Reprodução/ Prefeitura de TeresinaEvento do ClimaTHE24
  • Citer fomentará debates sobre o incentivo à pesquisa para produção de energia limpa

    A ciência é primordial para a proteção do planeta e um dos meios de defesa é o incentivo à produção de energia limpa e sustentável. Esse é o papel da Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (Fapepi), uma das correalizadoras da Conferência Internacional de Tecnologia das Energias Renováveis (Citer), que será realizada de (03/06 a 05/06), no Centro de Convenções de Teresina, no Piauí.

    A instituição tem cooperado, por meio do desenvolvimento de estudos e a formação de profissionais, ainda que não mantenha alunos, para que o estado possa se destacar entre as principais potências na produção de energia limpa, figurando ente o terceiro e quinto lugar, entre as unidades da federação.

    O crescimento dos desafios globais do meio ambiente foi abordado pelo professor João Xavier, presidente da Fapepi, que destaca a importância da Citer para o debate sobre as mudanças climáticas e as alternativas de descarbonização do planeta.

    “O debate sobre a produção de energia limpa é crucial e cada vez mais central, principalmente diante dos crescentes desafios ambientais globais. Ao sediar a Citer, o Piauí, um dos principais produtores de energia limpa renovável do Brasil, coloca em evidência um tema que é essencial para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar das atuais e futuras gerações. Destacar esse debate é fundamental. Primeiramente, ele promove uma maior conscientização sobre a importância de fontes de energias sustentáveis, que têm um impacto ambiental significativamente menor em comparação com as fontes convencionais. Isso pode levar a uma mudança nas políticas públicas e incentivar investimentos privados em tecnologias mais limpas e eficientes”, analisa o professor Xavier.

    O presidente da Fapepi defende que, ampliar a oferta de energias limpas tem impacto direto na vida das pessoas e, por consequência, do planeta. “Aumentar a oferta de energia renovável pode contribuir para a estabilidade dos preços, protegendo os consumidores das flutuações dos mercados de combustíveis fósseis. Isso não só pode ajudar a reduzir o custo de vida, mas também oferece uma fonte de energia mais confiável e segura”, destaca o gestor.

    A Citer será realizada em um momento em que o Brasil e outras partes do mundo convivem negativamente com mudanças climáticas, advindas da ação do homem, seja devido à emissão de gases poluentes, seja por consequência da degradação do meio ambiente com o desmatamento e outras atitudes.

    Incentivo

    “A Fapepi tem um histórico consolidado de apoio a eventos técnicos e científicos, como cursos de formação e congressos focados em tecnologias de energia renovável, políticas energéticas e práticas de sustentabilidade”, explica o professor. 

    “A fundação também tem ampliado seu suporte a projetos alinhados com as prioridades regionais do Piauí, em temas como agricultura, tecnologia da informação e meio ambiente. Esses projetos promovem o uso de energia limpa e, por meio de programas de apoio à inovação, como o Centelha e o Tecnova, incentivam o desenvolvimento tecnológico”, completa João Xavier.

    Interesse no hidrogênio verde

    A Citer é a oportunidade do mercado e de setores interessados no hidrogênio verde compartilharem ideias e meios de negócios para viabilizar a implantação desse mercado, no Brasil e no mundo. Dessa forma, o presidente da Fapepi defende a realização de eventos como a conferência. “A cadeia do hidrogênio verde destaca-se por seu potencial em fomentar avanços tecnológicos e gerar novas oportunidades de negócios. A conferência apresenta-se como uma plataforma valiosa para a difusão de conhecimento, promovendo tanto grupos de pesquisa já estabelecidos quanto aqueles que estão emergindo”, analisa o docente.

    João Xavier destaca ainda a importância de se ter atores interessados no debate. “A conferência oferece um cenário propício para empresas dedicadas a responder às demandas atuais relacionadas a essa cadeia energética. Esse evento proporciona uma excelente oportunidade para estreitar laços entre investidores, empresas, instituições de pesquisa e órgãos governamentais. Juntos, esses stakeholders – pessoas e empresas influenciáveis pela temática – podem compartilhar conhecimentos e explorar possibilidades de cooperação no âmbito das energias renováveis, com ênfase no hidrogênio verde. Assim, a conferência não só enriquece o debate sobre energias limpas, mas também catalisa a criação e o fortalecimento de parcerias estratégicas essenciais para o avanço do setor”, conclui o presidente.

    Citer

    De (03/06 a 05/06), a Citer será realizada no Centro de Convenções de Teresina. Com uma programação abrangente e diversificada, o evento ocorrerá de forma híbrida (presencialmente e virtualmente), com tradução simultânea, e terá painéis de diálogos, Feira de Negócios das Energias Renováveis, espaços específicos de networking, atividades de popularização da ciência (Citer POP) e de educação ambiental, atividades culturais e intervenção urbana, além de visitas técnicas às empresas do setor de energias renováveis.

    Os interessados já podem realizar suas inscrições, por meio do link, e terem a experiência de conhecer novas tecnologias sustentáveis de produção de energia.

    Foto: Reprodução/ Governo do PiauíCiter
    Citer
  • Semarh participa da Bom Jesus Agro Show 2024 com palestra e ação do PROVerde Piauí

    A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) estará presente na 3ª edição da Bom Jesus Agroshow, no município de Bom Jesus, que será realizada de (23/05 a 25/05). A Feira se destaca por reunir profissionais, empresários e entusiastas do agronegócio para troca de conhecimentos e oportunidades de negócios.

    Durante o evento, o diretor do Centro de Geotecnologias Ambientais e Gestão Florestal da Semarh, Felipe Gomes, ministrará palestra com o tema: Controle Florestal no Piauí: avanços, desafios e perspectivas, no dia (24/05), às 9h.

    Foto: Reprodução/InstagramBom Jesus Agro Show

    O público, ao visitar o estande da Semarh, receberá mudas de plantas frutíferas e nativas, por meio do Pro Verde Piauí, e orientações de conscientização ambiental, com foco no reflorestamento do Estado, bem como sobre licenciamento ambiental de empreendimentos agrícolas.

    Dentre as mudas de plantas frutíferas e nativas que serão entregues estão: caju, eucalipto, maracujá, goiaba, ipê e graviola, destinadas aos visitantes e, principalmente, para agricultores locais, que possuem interesse em fazer o plantio em suas propriedades ou em áreas urbanas dos municípios.

    De acordo com o secretário da Semarh, Daniel Oliveira, o Pro Verde Piauí faz parte do programa Eco Piauí, que promove a distribuição de mudas de plantas aliada a ações de educação ambiental. “A Semarh segue empenhada em promover e apoiar ações que estejam alinhadas com o ECO Piauí, distribuindo mudas em todos os municípios do estado e cumprindo o compromisso da gestão do governador Rafael Fonteles”, ressalta.

  • Atividades da Citer POP começam nesta terça-feira (21) e vão até 5 de junho

    A abertura da Citer POP será nesta terça-feira (21/05), às 9h, no Centro Educacional de Ensino Profissional (CEEP) José Pacífico – Rua Cesar Negreiro Barro, 3939 - Novo Horizonte, Teresina. Com isso, alunos, docentes e pesquisadores do Piauí começam a jornada de atividades  que vai culminar com a Conferência Internacional de Tecnologias das Energias Renováveis – Citer. 

    A Conferência Internacional vai se estender até 5 de junho e busca, entre outras coisas, popularizar o interesse de estudantes pela ciência e, em especial, pelo desenvolvimento de ideias e políticas públicas voltadas à geração de energia limpa e sustentável.

    A abertura do evento ocorrerá com representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), parceria importante para a realização da Citer. A Seduc está envolvendo os estudantes matriculados nos Cursos Técnicos em Energias Renováveis e Tecnologia dos Centros Educacionais de Tempo Integral e Educação Profissional, Técnica e Tecnológica. O projeto Citer POP levará a quatro escolas da Rede Estadual de Ensino palestras e feiras do conhecimento, com trabalhos voltados para sustentabilidade e tecnologia.

    “O evento será uma oportunidade de elevar o protagonismo dos nossos estudantes matriculados nos Cursos Técnicos em Energias Renováveis e Tecnologia para que aproveitem as oportunidades que estão surgindo com o desenvolvimento sustentável do Piauí neste momento histórico. Capacitar nossos alunos e alunas na área é fundamental para garantir que continuemos a avançar com responsabilidade ambiental, tecnologia e inovação”, comentou o secretário Washington Bandeira. 

    Em 22 de maio, a Universidade Estadual do Piauí (Uespi) realizará uma abertura solene, às 14h, com o corpo docente da entidade, que é uma das correalizadoras da Citer . No mesmo dia, serão realizadas diversas atividades com palestra, painéis e mesa redonda.

    A escola PREMEN Norte recebe, em 23 de maio, o terceiro dia da Citer POP, às 8h, seguida de uma introdução ao hidrogênio verde, às 10h.

    As atividades da Citer POP retornarão em 27 de maio, com evento no Centro Estadual de Tempo Integral Júlia Nunes – Rua Gibraltar, S/n - Itararé, Teresina, a partir das 8h, com painéis e feira.

    Um painel sobre o estado do Piauí será o carro-chefe da Citer POP em 28 de maio, na Escola Liceu Piauiense – Rua Benjamin Constant, 1125 - Centro (Norte), Teresina. Será realizada, ainda, uma feira de tecnologia, das 9h às 12h, no ginásio da instituição.

    Conferência

    De 3 a 5 de junho, a Citer POP terá uma programação exclusiva dentro da Citer, que será realizada no Centro de Convenções de Teresina. Durante os três dias, serão realizadas exposições de trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Federal do Piauí (Ifpi), pela Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

    Para mais informações, basta acessar as páginas da Citer nas redes sociais e no site. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link.  

  • Semarh continua avançando na análise das licenças ambientais

    A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) bateu, neste sábado (18/05), a meta de 100% dos processos de licenciamento destinados ao gabinete do secretário finalizados.

    O secretário Daniel Oliveira conta que há um ano, ao assumir a pasta, haviam 352 processos pendentes de análise final no licenciamento. “Hoje, (18/05/2024), pela primeira vez, todos os processos de licenciamento ambiental que chegaram ao meu gabinete enquanto gestor público foram analisados, deferindo ou indeferindo o pedido. Ou seja, estou com minha caixa de assinatura zerada. 100% concluídos, não havendo qualquer pendência ou processo”, pontua.

    Foto: DivulgaçãoDaniel Oliveira
    Secretário da Semarh Daniel Oliveira

    Nesta gestão, a Semarh já conseguiu reduzir em até 70% o tempo de análise do licenciamento ambiental. A redução progressiva do tempo de espera para obter o documento de licenciamento ambiental em tempo hábil é um marco importante para o estado.

    Atualmente, a  Declaração de Dispensa de Licenciamento é emitida em apenas um minuto para atividades que não têm potencial de causar degradação ambiental ou poluição, mas precisam comprovar isso perante terceiros, como instituições financeiras, devido às medidas adotadas pela Secretaria para agilizar o processo.

    “E claro, amanhã vão começar a chegar mais processos e estaremos analisando de pronto com rigor e agilidade. Agradeço todos da equipe Semarh, em especial a diretoria de licenciamento, os auditores fiscais ambientais, comissionados e terceirizados”, acrescenta o secretário Daniel.

    Esses resultados refletem o compromisso da Semarh do Piauí em promover um ambiente favorável para o desenvolvimento sustentável, garantindo ao mesmo tempo a preservação dos recursos naturais e a viabilidade dos projetos empreendedores no Piauí.

  • Cachoeiras de cidades do norte do Piauí encantam pela variedade e exuberância

    As quedas d'água estão entre as belezas mais deslumbrantes que a natureza oferece. Elas fascinam especialmente os amantes do ecoturismo, que saem em busca das melhores opções, seja para banho, lazer, pesquisa ou aventura. No Piauí, as cachoeiras dos Territórios dos Carnaubais, dos Cocais e Entre Rios, no norte do estado, encantam turistas, sejam eles piauienses ou de outros estados, ou até mesmo de outros países.

    O melhor período para visitar esses atrativos é o chuvoso, nos primeiros meses do ano, quando o espetáculo proporcionado pelas águas deixa a paisagem ainda mais contemplativa. Mas o fim das chuvas e a chegada da época mais quente do ano, quando ainda há queda d’água, também há um aumento na procura por esses atrativos. 

    Segundo a climatologista da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), o período de transição da estação chuvosa e estação da estiagem, também período de transição do outono para o inverno, traz a sensação de aumento nas temperaturas e, em consequência, na sensação térmica (calor). "É comum observarmos a população ir em busca de algo para se refrescar, como piscinas, açudes, riachos e cachoeiras", explica a especialista.

    As opções são variadas para os turistas escolherem, desde as mais conhecidas, como a Cachoeira do Urubu, no município de Esperantina, até aquelas que ainda são pouco exploradas, como as cachoeiras do município de Novo Santo Antônio.

    Para o secretário do Turismo, José Monteiro Neto, essas cachoeiras possuem uma beleza paradisíaca e proporcionam aos visitantes uma experiência única e inesquecível. "Elas não deixam a desejar em relação a outros atrativos turísticos do Brasil e até do mundo. Somos privilegiados por termos um ecoturismo, turismo de natureza e aventura tão fortes no estado. Vale muito a pena conhecer nossas potencialidades turísticas e apreciar, com responsabilidade, as belezas do nosso estado", acrescenta o gestor.

    A seguir, conheça um pouco sobre essas maravilhas.

    Alto Longá

    No município de Alto Longá, a 81 km de Teresina, a Cachoeira da Campeira é uma excelente área de lazer, com uma belíssima queda d'água de 5m de altura, que se forma somente no período chuvoso. Localizada a cerca de 10 km da área urbana, o acesso é fácil e gratuito. As águas descem pelas rochas em forma de gruta e dão origem a piscinas naturais em diversos pontos, fazendo um irrecusável convite ao mergulho. Além disso, tanto a área da cachoeira como o percurso até lá são atrativos para quem curte aventura, trilhas e esportes radicais, já que um trecho do caminho é de estrada de chão e as formações rochosas favorecem a prática de escalada e rapel.

    Foto: Paulo Barros/ Governo do Piauí Cachoeira da Campeira, em Alto Longá
    Cachoeira da Campeira, em Alto Longá

    Novo Santo Antônio

    Outro local onde a exuberância de cachoeiras piauienses se manifesta é em Novo Santo Antônio. O município fica a 115 km de Teresina e conta com um circuito formado por três cachoeiras principais. A mais conhecida e visitada é a da Coruja, a 14 km da zona urbana, que possui queda d’água de 10 metros de altura na época chuvosa. O acesso é gratuito e possui nível médio de dificuldade.

    Foto: Paulo Barros/ Governo do Piauí Cachoeira da Coruja localizada em Novo Santo AntônioCachoeira da Coruja localizada em Novo Santo Antônio
    Cachoeira da Coruja localizada em Novo Santo Antônio

    Depois, a 3 km, a cachoeira do Rosário ou Pigoita (este nome é o mais utilizado por moradores locais), também muito conhecida por ter uma ponte suspensa. Possui pequenas quedas d’água, semelhantes a corredeiras, que se formam no período chuvoso. O acesso é fácil e gratuito.

    Foto: Paulo Barros/ Governo do Piauí Cachoeira da Pigoita em Novo Santo Antônio
    Cachoeira da Pigoita em Novo Santo Antônio

    Fechando o circuito, a cachoeira da Roça Velha, a 5 km, a menos conhecida, mas que não deixa de ser incrível para se explorar e de contribuir para o turismo local. Por lá, as águas do riacho Sucuruju correm pelos lajeiros e formam grandes piscinas, todas cercadas por pequenos cânions e cenários incríveis.

    Castelo do Piauí

    Com uma queda d'água de 20m, a Cachoeira das Arraias, no município de Castelo do Piauí, é um importante instrumento de turismo da região. Ela alimenta o ecoturismo, atraindo turistas e fortalecendo a economia no município, que fica a 189 km de Teresina, no norte do estado. O local é propício à prática de esportes radicais, além de ser terreno fértil para pesquisas. A entrada é gratuita, mas o acesso é difícil, com caminhos íngremes e escorregadios.

    Foto: Paulo Barros/ Governo do Piauí Cachoeira das Arraias em Castelo do Piauí
    Cachoeira das Arraias em Castelo do Piauí

    Buriti dos Montes

    O Cânion do Rio Poti é um espetáculo da natureza localizado em Buriti dos Montes, a 249 km de Teresina. A região possibilita várias atividades, desde esportes radicais, como rapel, escalada, mergulho, até a pesca esportiva. O local é ideal para os apaixonados pela fotografia e também é uma rica fonte para estudo geológico. É visitado principalmente por pescadores e ecologistas. Algumas rochas apresentam gravuras rupestres muito antigas.

    Foto: Paulo Barros/ Governo do Piauí Cânion do Rio Poti, em Buriti dos Montes
    Cânion do Rio Poti, em Buriti dos Montes

    O cânion inicia na Cachoeira da Lembrada, uma das mais belas e imponentes em terras piauienses. Gerado pela passagem do rio Poti por uma fenda geológica situada na serra da Ibiapaba, entre o Piauí e o Ceará, o cânion estende-se pelos municípios de Crateús, no Ceará, Castelo do Piauí, Buriti dos Montes e Juazeiro, no Piauí. O acesso é feito por meio de duas estradas vicinais: uma pela cidade de Juazeiro do Piauí e outra pela cidade de Castelo do Piauí. A entrada é gratuita e o acesso possui nível médio de dificuldade: a trilha apresenta trechos íngremes e que rodeiam os paredões do cânion.

    Piracuruca

    A Cachoeira do Riachão é resultado da união de riachos e olhos d'água que dão origem a uma queda de 20 metros, formando uma bela piscina natural de águas cristalinas e propícia ao banho. Esse é um espetáculo à parte dentro do Parque Nacional de Sete Cidades, um dos principais atrativos turísticos do Piauí, localizado entre os municípios de Brasileira e Piracuruca.  A cachoeira fica logo na primeira “cidade” do parque e tem acesso fácil, apesar de exigir certo fôlego para descer uma escadaria. O local apresenta formações rochosas repletas de simbolismo e história, bem como pinturas rupestres e trilhas para bicicleta e caminhada.

    Foto: Paulo Barros/ Governo do PiauíCachoeira do Riachão no Parque Nacional de Sete Cidades
    Cachoeira do Riachão no Parque Nacional de Sete Cidades

    Para receber os visitantes, existe a estrutura de um hotel, que passa por reformas e deve começar a operar ainda no segundo semestre de 2024. A estrada que dá acesso ao Parque Nacional de Sete Cidades também foi reformada e inaugurada, o que facilita ainda mais o acesso do público.

  • Câmara pode dispensar licença ambiental de plantações de eucalipto

    Em meio à catástrofe ambiental no Rio Grande do Sul (RS), a Câmara dos Deputados aprovou por 325 votos contra 128, nessa terça-feira (07/05), a urgência de projeto de lei que exclui a silvicultura da lista de atividades consideradas potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais, o que altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981).

    Entre outras definições, a silvicultura compreende o cultivo de florestas plantadas para fins comerciais, como a produção de eucaliptos, pinus e mognos. Já o pedido de urgência aprovado permite que o tema seja pautado no plenário a qualquer momento, sem ter que passar pelas comissões da Casa.

    Foto: REPRODUÇÃO/ PINTERESTÁrvores de Eucalipto

    O projeto gera divergência entre grupos do agronegócio e ambientalistas porque ele permite dispensar o licenciamento ambiental prévio para atividades da silvicultura. De acordo com o artigo 10º da Lei 6.938, que instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente, tal licenciamento é exigido de nogócios “utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores”.

    Ao excluir a silvicultura da lista de atividades potencialmente poluidoras, o PL permite dispensar o licenciamento ambiental de produções em larga escala de culturas como o eucalipto e o pinus, usados na fabricação de papel, celulose e madeira.

    O consultor jurídico do Instituto Socioambiental (ISA), Mauricio Guetta, argumenta que a silvicultura pode trazer impactos negativos ao meio ambiente, principalmente as plantações de grande porte, devido ao desequilíbrio hídrico e a perda da biodiversidade que podem causar.

    "A proposta exclui a atividade de silvicultura do licenciamento ambiental. Com isso, mesmo empreendimentos de grande porte, com impactos até significativos ao meio ambiente, podem ficar sem controle algum e, pior, sem a adoção de medidas preventivas e de mitigação", destacou o especialista.

    Em nota à Agência Brasil, o Ministério do Meio Ambiente informou que a mudança enfraquece o sistema de gestão do meio ambiente e aumenta os riscos ambientais. A pasta acrescentou que o Ibama já se manifestou contra o PL 1.366. 

    “De acordo com o parecer [do Ibama], as justificativas de burocracia excessiva e desincentivo à atividade não seriam solucionadas com a proposta, que apenas esvaziaria recursos para os órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente realizarem controle e fiscalização de atividades”, afirma a pasta..

    Por outro lado, o autor do projeto, o ex-senador Álvaro Dias (Podemos-PR), justificou que a silvicultura é uma atividade benéfica ao meio ambiente. “Não se justificaria incluí-la no rol de atividades potencialmente poluidoras, o que significa submetê-la a um processo licenciamento ambiental burocrático e dispendioso que prejudica o desenvolvimento da atividade”, destacou.

    O projeto tem o apoio da Indústria Brasileira de Árvores (IBA) que, em nota, afirma que “o setor brasileiro de árvores cultivadas soma esforços para construir um país pautado por valores de uma economia de baixo carbono e cada vez mais sustentável”.

    RS e meio ambiente

    A medida foi criticada no plenário da Câmara dos Deputados por parlamentares que associaram a aprovação do texto à catástrofe ambiental do Rio Grande do Sul (RS). O deputado Bacelar (PL-BA) argumentou que a medida é uma afronta ao que acontece no estado gaúcho.

    “Enquanto o Rio Grande do Sul sofre por causa de uma situação climática, nós estamos aqui votando a urgência de um retrocesso ambiental, votando a urgência que fragiliza o marco legal do meio ambiente”, destacou o parlamentar, que argumenta que as plantações de eucalipto e de pinos em larga escala promovem “desertos verdes”, onde “nada cresce, nada se cria”.

    O deputado ruralista Evair Vieira de Mello (PP-ES), por outro lado, elogiou a medida, negando prejuízos ambientais. “A silvicultura surge não só como atividade econômica importante, mas também como recuperadora de solo. Portanto, ela é um ativo nas questões ambientais, e, naturalmente, ela cumpre o papel de ocupar espaços em um território que estaria abandonado, isolado por outras atividades”, sustentou.

    Além do governo, orientaram votos contrários ao texto o bloco do PT, PCdoB e PV, a frente PSOL/Rede e o PSB. As demais legendas ou blocos partidários orientaram que os parlamentares votasse favoravelmente à matéria, incluindo as lideranças da oposição.

    Fonte: Agência Brasil

  • Teresina terá produção de mudas de plantas nativas que não existem mais na zona urbana

    Um mutirão de coleta de sementes, realizado hoje (03/05) por servidores da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na Floresta Nacional dos Palmares, permitirá a criação de um banco de sementes e a produção de mudas de espécies nativas que não existem mais na zona urbana de Teresina.

    Essas espécies como o cedro, umburana, sapucaia, Anda-açu, tucum e pati, algumas delas não mais vistas nos quintais, nas calçadas e praças da cidade, são facilmente encontradas na floresta. São árvores de grande porte que contribuirão na reconstituição da cobertura vegetal de Teresina.

    Foto: Reprodução/ Prefeitura de Teresina

    “Hoje é um dia muito especial. Sou gestora ambiental e ter a experiência de conhecer a Floresta dos Palmares foi especial. Estar aqui e saber que posso contribuir para o resgate da “cidade verde” é muito significativo e fico muito feliz. Essa ação de hoje foi importante para conhecermos a origem da nossa vegetação e saber que podemos contribuir para história de Teresina”, disse Rita Célia, colaboradora da SEMPLAN.

    A cidade precisa plantar 15 mil mudas este ano e, a partir de 2025, mais 30 mil mudas todos os anos. As metas estão estabelecidas no Plano Municipal de Arborização Urbana – PDAU, construído pela Semam, e tem a finalidade de frear o avanço das ilhas de calor que tem se formado na cidade, como demonstra o estudo evidenciado no Plano de Ação Climática, elaborado pela Agenda Teresina 2030, ligada à SEMPLAN.

    Foto: Reprodução/ Prefeitura de Teresina

    “Esse mutirão foi um pontapé para esse trabalho de resgate da nossa flora tradicional. A Floresta dos Palmares é um remanescente do que Teresina foi há muitas décadas. Aqui estão as espécies que habitavam os quintais, as praças e que era a abundância dessa vegetação que mantinha a cidade com uma temperatura mais amena. Precisamos resgatar essa Teresina mais verde”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

    Esse evento integra a programação de ações que culminarão no ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina, que vai trazer toda a evolução que a cidade vem vivenciando e o novo planejamento urbano que proporcionará resiliência e adaptação diante dos desafios impostos pela crise climática. O tema central é “A cidade que eu quero é verde” e na programação estarão especialistas renomados nacionalmente, especialistas, secretários de meio ambiente da capitais, prefeitos, governadores, membros de ministérios e de bancos internacionais.

    O ClimaTHE24 tem parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

    Foto: Reprodução/ Prefeitura de TeresinaClimaTHE24
  • Governador do RS alerta para "maior desastre da história" do estado

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta quarta-feira (1º/05) que a destruição das chuvas que atingem o estado já prenunciam o "maior desastre da história" gaúcha em termos de prejuízo material. Segundo Leite, a situação é "pior" do que a registrada no ano passado, quando as inundações causaram mais de 50 mortes e grandes danos materiais. 

    Foto: AGEU KEHRWALD/ MetSulEnchentes em RS

    “Infelizmente, este será o maior desastre que nosso estado já enfrentou. Infelizmente, será maior do que o que assistimos no ano passado”, declarou o governador durante a coletiva de imprensa concedida no início da noite, em Porto Alegre.

    Segundo balanço da Defesa Civil estadual, os temporais já causaram dez óbitos e deixaram ao menos 11 pessoas feridas. Ao menos 21 pessoas estão desaparecidas. Cerca de 19,1 mil pessoas foram afetadas em todo o estado. Destas, 3.416 tiveram que deixar suas casas e buscar abrigo na casa de parentes, amigos ou em hospedagens. Outras 1.072 que não tinham para onde ir estão alojadas em abrigos públicos. Até o momento, 114 prefeituras já reportaram ao governo estadual que foram de alguma forma afetadas por alagamentos, transbordamento de rios, deslizamentos ou outras consequências da situação.

    “Estamos vivendo um momento muito crítico no estado”, disse Leite antes de empregar termos como “guerra” e “caos” para classificar a situação. De acordo com o governador, deslizamentos de terras estão ocorrendo em boa parte do estado e barragens estão sendo monitoradas, embora, até o momento, não haja nenhuma evidência de risco de rompimento destas estruturas.

    Áreas de risco

    “Estamos tendo muita dificuldade de atuação nos resgates. Por isso, precisamos que a população se coloque o máximo possível em condições de segurança. As pessoas às vezes acham que a água não vai chegar nas suas casas, mas estamos alertando que [principalmente] onde ela já chegou no passado, deve voltar a chegar desta vez”, enfatizou o governador ao pedir que as pessoas deixem as áreas de risco e estejam atentas à possibilidade de deslizamentos e de transbordamento de rios.

    Durante a coletiva, o governador apresentou uma relação preliminar das cidades que, até esta tarde, corriam risco de serem afetadas por enchentes: Agudo, Alegrete, Arroio do Meio., Bom Princípio, Bom Retiro do Sul, Cachoeira do Sul, Campo Bom, Candelária, Canudos do Vale, Cerro Branco, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Faxinal do Soturno, Feliz, Forquetinha, General Câmara, Harmonia, Igrejinha, Ivorá, Jaguari, Lajeado, Marques de Souza, Montenegro, Muçum, Nova Palma, Novo Cabrais, Novo Hamburgo, Paraíso do Sul.

    “Pedimos às pessoas [que vivem em áreas de risco ou que identifiquem algum risco] se protejam deixando suas residências e indo para locais seguros, não expostos ao risco [de cheia] dos rios, e tomando cuidado com encostas que, por conta do encharcamento [do solo], tendem a sofrer deslizamentos”, alertou o governador.

    Leite relatou a conversa de hoje com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que deve visitar o estado nesta quinta-feira (02/05). “Mais do que o apoio do governo federal e das Forças Armadas, pedi a efetiva participação e a liderança daqueles que têm treinamento para uma situação de caos e de guerra como a que estamos enfrentando no estado. [Estes] são problemas que exigem especial capacitação, treinamento e equipamentos para fazer os salvamentos. Por isso, tenho apelado ao governo federal para termos não só o apoio – que está sim sendo oferecido – mas também a liderança e coordenação efetiva deste processo, pois eu não tenho ascendência sobre as Forças Armadas para dar a articulação e organização necessárias”, mencionou Leite.

    Segundo o Ministério da Defesa, desde o dia (30/04), 335 militares da Aeronáutica, Exército e Marinha estão mobilizados para apoiar a população gaúcha. Doze embarcações, cinco helicópteros e 43 viaturas, além de equipamentos para transporte de material e pessoal estão sendo empregados. Unidades da federação, como São Paulo e Santa Catarina, também ofereceram ajuda ao governo do Rio Grande do Sul.

    Nas redes sociais, Lula divulgou a conversa com o governador, quando citou a ida ao estado e que oito helicópteros das Forças Armadas estão prontos para apoiar ações de resgate de famílias ilhadas, porém não conseguem decolar em razão do tempo no estado. 

    Concurso Unificado 

    Leite antecipou que pedirá ao governo federal alguma solução para evitar prejuízos aos gaúchos inscritos no Concurso Público Nacional Unificado, que será realizado no próximo domingo (05/05).  

    "Vamos recomendar ao governo federal que, de alguma forma, seja contornada esta situação. O concurso ficou completamente inviabilizado nestes próximos dias para a população gaúcha. Vamos solicitar que seja encaminhada algum tipo de solução para o Concurso Nacional Unificado, mas não tenho condições de avaliar qual, neste momento. O que tenho é a confiança de que haverá de ser dado algum tipo de solução para o governo federal para não punir a população gaúcha que vai ter restrições neste momento". 

    O ministério, organizado do certame, informou nesta quarta-feira (1º/05) que está monitorando a situação no Rio Grande do Sul para a aplicação das provas e "qualquer alteração logística necessária nas cidades atingidas por chuvas será anunciada".

    Fonte: Agência Brasil

  • Congresso recebe iluminação do Abril Laranja, campanha de prevenção à crueldade contra animais

    Na quinta-feira (18/04), o Congresso Nacional se ilumina em laranja em solidariedade à campanha de combate à crueldade contra os animais. Esta iniciativa, chamada de Abril Laranja, teve origem nos Estados Unidos em 2006 pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. Seu propósito é fomentar a empatia e compaixão em relação aos animais, assim como destacar a importância de suprir suas necessidades básicas, como alimentação adequada, abrigo, cuidados veterinários e exercícios físicos. As informações são da Câmara dos Deputados.

    Foto: Divulgação / Câmara dos DeputadosFonte: Agência Câmara de Notícias

    Organizada principalmente por órgãos públicos, a campanha envolve iniciativas em várias áreas, como distribuição de cartilhas, realização de palestras e eventos com presenças de animais e reforço na divulgação de canais para denúncias de maus-tratos.

    Maltratar animais é crime. Muitas prefeituras têm canais próprios para denúncias, mas os registros podem ser feitos junto ao Ministério Público, Ibama ou mesmo delegacias de polícia. A maioria das cidades também tem organizações civis que fazem resgate de animais abandonados. No Brasil, o abandono de animais é crime desde 1998, de acordo com a Lei 9.605/98.

    Em 2020, com a aprovação da Lei 14.064/20, teve-se o aumento da pena de maus-tratos, com reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda quando se tratar de cão ou gato. O Conselho Federal de Medicina Veterinária, por meio da Resolução 1.236/2018, define como maus-tratos “qualquer ato, direto ou indireto, comissivo ou omissivo, que intencionalmente ou por negligência, imperícia ou imprudência provoque dor ou sofrimento desnecessários aos animais".

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