
Wellington Dias alerta para risco de guerras e mudanças climáticas sobre combate à fome
O avanço no enfrentamento da fome e da pobreza pode sofrer novos impactos diante do aumento dos conflitos armados e dos efeitos das mudanças climáticas. O alerta foi feito pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, realizada última nesta quinta-feira (03/09), por videoconferência.

Copresidente da iniciativa, o ministro apresentou um cenário de preocupação com a segurança alimentar mundial. Segundo os dados discutidos no encontro, conflitos podem levar até 40 milhões de pessoas à situação de fome, principalmente porque comprometem a produção agrícola, dificultam o transporte de alimentos e reduzem as condições de sobrevivência das populações afetadas.
As alterações no clima também aparecem como um dos principais obstáculos. Eventos extremos, como períodos de seca e outros fenômenos que atingem áreas produtoras, podem provocar perdas nas colheitas, aumentar o preço dos alimentos e comprometer a renda de milhões de pessoas.
Wellington Dias também chamou atenção para a necessidade de manter os recursos destinados às políticas sociais. Em meio a um cenário internacional marcado por guerras e crises, a redução dos investimentos pode limitar a capacidade dos países de reagirem às emergências e manter programas estruturantes contra a fome.
Para o ministro, a resposta precisa envolver diferentes setores. Além dos governos, empresas, instituições financeiras, fundos internacionais e organizações filantrópicas podem contribuir com recursos e conhecimento para ampliar iniciativas de segurança alimentar e proteção social.
A reunião também serviu para avaliar o crescimento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Atualmente, a iniciativa conta com 222 integrantes, incluindo 107 países, 70 fundações e outras organizações, 31 instituições internacionais e 14 instituições financeiras internacionais.
Apesar da expansão, a procura por apoio continua aumentando. Segundo Wellington Dias, diversos países aguardam a oportunidade de receber auxílio para criar ou colocar em prática políticas públicas destinadas à redução da fome e da pobreza.
Os números apresentados durante o encontro mostram ainda a dimensão do desafio. Em 2015, cerca de 600 milhões de pessoas enfrentavam a fome no mundo. O número chegou a aproximadamente 750 milhões ao longo dos anos seguintes e recuou para 642 milhões em 2025.
Diante desse cenário, a avaliação apresentada pelo ministro é de que ampliar a cooperação internacional será fundamental para evitar retrocessos e aumentar a capacidade de atendimento aos países que enfrentam maiores dificuldades.










