
André Weiss, ex-nº3 da Sefaz-SP, é preso por esquema de propina do ICMS
O Ministério Público de São Paulo prendeu, nesta quinta-feira (03/09), o ex-número três da Secretaria da Fazenda do Estado, André Weiss, e o advogado João André Buttini de Moraes. A operação investiga um esquema de propina para interferir na liberação de créditos tributários, conhecido como "Máfia do ICMS". Os valores, que somam cerca de R$ 13,6 milhões, seriam transportados, geralmente, em mochilas e entregues em locais públicos como restaurantes, cafés e estacionamentos de shoppings.
Segundo a investigação, o advogado Buttini atuava como intermediador, recebendo 3% do valor total da propina paga a fiscais, e negociava com grandes contribuintes, incluindo Casas Bahia, supermercados Assaí e postos Ipiranga. A propina era calculada como uma porcentagem dos créditos fiscais, variando de 1% a 10%, em troca da aceleração ou aprovação de procedimentos. Apenas no estacionamento do Shopping Iguatemi, na zona oeste de São Paulo, R$ 4,3 milhões teriam sido entregues dentro de caixas.
O ex-delegado tributário Paulo Prado, em acordo de colaboração premiada, confirmou o repasse de cerca de R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo a um ex-dirigente, que seriam transportados em mochilas. Em uma gravação, Weiss sugeriu a compra de uma sauna para lavar o dinheiro e disse que não poderia ostentar carros de luxo para não chamar a atenção. A Justiça determinou o afastamento de seis servidores e proibiu os 27 investigados de manter contato ou deixar o país.











