
Dr. Gil Carlos defende mobilização por Lula e critica projeto de Flávio Bolsonaro
O deputado estadual reeleito Dr. Gil Carlos (PT) defendeu uma mobilização mais ampla da base governista no Piauí durante o segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista, o parlamentar afirmou que o grupo político ligado a Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não apresenta, na avaliação dele, uma resposta para os problemas enfrentados pelo país e pelo estado.
A manifestação ocorreu após Gil Carlos ser questionado sobre as ações definidas pela base do governador reeleito Rafael Fonteles (PT), que estabeleceu como objetivo levar Lula a 80% dos votos válidos no Piauí na segunda etapa da disputa.

Para o deputado, a atuação deve envolver tanto os aliados que conquistaram mandatos quanto aqueles que ficaram fora da próxima legislatura. A estratégia, segundo ele, precisa alcançar eleitores que não foram às urnas no primeiro turno e também aqueles que optaram por outros candidatos.
Gil Carlos destacou que Lula terminou a primeira etapa com 70,99% dos votos válidos no Piauí e apontou a abstenção como um dos pontos que podem ser trabalhados pela campanha.
“É importante que todos estejam engajados, os eleitos e não eleitos, nesse momento de mobilizar esses 10% de eleitores. Nós chegamos a 70,99% dos votos válidos para o presidente Lula, coincidindo com a votação do Rafael Fonteles, um pouquinho a mais”, afirmou.
Além da mobilização presencial, o parlamentar defendeu o uso das redes sociais e dos meios de comunicação para ampliar o alcance da campanha. A ideia é apresentar aos eleitores as propostas, trajetórias e diferenças entre os dois projetos que disputam o segundo turno.
“Precisamos que a nossa mensagem chegue às pessoas através dos canais de comunicação, tanto aberta quanto das redes sociais, para esclarecer o projeto que representa cada um, o presidente Lula, o seu legado e, o mais importante, o futuro do Brasil liderado por ele”, disse.
Ao falar sobre o peso do Piauí na disputa nacional, Gil Carlos citou episódios históricos do estado e fez referência ao desempenho de Lula na eleição de 2022. Para o deputado, o estado poderá novamente exercer influência no resultado da eleição presidencial.
“Quando a pátria pede liberdade, o primeiro que luta é o Piauí. E foi assim na independência, foi assim nas eleições do Lula em 2022 e será assim também agora nessas eleições”, declarou.











