
Rafael Fonteles assume comunicação de Lula e entra no núcleo central da campanha no 2º turno
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), ganhou uma função estratégica na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ficará responsável pela área de comunicação na disputa do segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A mudança ocorre após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio e diante de uma série de críticas internas à condução da campanha. Segundo a colunista Tatiana Farah, do UOL, o comando da campanha será redistribuído entre três nomes: os ex-ministros Camilo Santana e Rui Costa e o governador Rafael Fonteles.

Camilo Santana ficará responsável pela coordenação política, enquanto Rui Costa cuidará da agenda do presidente. Rafael Fonteles, por sua vez, terá a missão de atuar diretamente na comunicação, uma das áreas consideradas mais problemáticas da campanha petista no primeiro turno.
As mudanças também reduzem o espaço do presidente nacional do PT, Edinho Silva, que vinha à frente da coordenação. Internamente, as críticas atingem ainda a primeira-dama Janja e o próprio Lula, principalmente pela estratégia adotada nas redes sociais e pela avaliação de que houve excesso de confiança antes da votação.
O próprio presidente admitiu publicamente os problemas. Em reunião com parlamentares aliados, Lula afirmou que a campanha de 2026 foi a “menos organizada” de que participou desde sua primeira disputa presidencial, em 1989. Ele também reconheceu que poderia ter feito mais durante o primeiro turno.
A comunicação digital aparece como uma das principais preocupações para o segundo turno. Parlamentares mais jovens relataram a Lula que, apesar da mobilização nas ruas, a campanha perdeu espaço nas redes sociais. Desde então, o presidente passou a adotar formatos mais diretos, incluindo vídeos gravados em estilo selfie.
Com a entrada de Rafael Fonteles no núcleo da campanha, o governador piauiense passa a ocupar uma das posições centrais na tentativa de reorganização da estratégia petista para reverter o resultado do primeiro turno e levar Lula à vitória na votação decisiva.











