
Durigan defende ajuste fiscal gradual para permitir redução sustentável da taxa de juros
O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, classificou nesta quinta-feira (05/11) como "excessivamente elevada" a taxa básica de juros (Selic) mantida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e defendeu a criação de condições fiscais estruturais para permitir o recuo dos juros no Brasil. Em entrevista coletiva, Durigan afirmou que o patamar atual prejudica todos os setores da economia, do produtivo ao financeiro, e que o governo precisa adotar medidas que gerem um ambiente sustentável para a redução da taxa, conforme informações do portal Frances News.
Para construir esse cenário, o ministro reforçou a estratégia da equipe econômica de buscar o equilíbrio das contas públicas por meio de superávit primário a partir de 2027, com ajustes graduais que priorizem a eficiência dos gastos e a eliminação de distorções. Entre os eixos de atuação estão o corte de privilégios, a revisão de gastos primários e a preservação dos programas sociais e da população mais vulnerável. Ainda segundo a pasta, não haverá anúncio de medidas fiscais nos próximos dias, e o presidente Lula convocou uma reunião com ministros e economistas para discutir o cenário econômico após a interrupção do ciclo de cortes de juros.
A decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas e gerou pressão do mercado financeiro por um plano crível de contenção de despesas, em um momento de queda da Bolsa e alta do dólar. Durigan também afirmou que a perda de arrecadação com o fim das apostas esportivas deve ser compensada pela retomada do consumo em outros setores, e que o governo não proporá medidas que prejudiquem as camadas de menor renda.












