
Mega-Sena sorteia R$ 33 milhões neste sábado; veja como apostar
A Caixa Econômica Federal realiza neste sábado (4) o sorteio do concurso 3.027 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 33 milhões. As apostas podem ser registradas até as 20h, em casas lotéricas credenciadas ou pelos canais digitais da Caixa. O sorteio acontece às 21h, no Espaço da Sorte, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da instituição.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6 e concorre ao prêmio principal. Além da sena, os participantes também podem ser premiados ao acertarem cinco (quina) ou quatro (quadra) números. Outra opção é o Bolão Caixa, modalidade que permite apostas em grupo, com valor mínimo de R$ 18 e cotas individuais a partir de R$ 6.
Entre os maiores prêmios já pagos pela Mega-Sena, o recorde segue sendo o concurso 2.525, realizado em outubro de 2022, que distribuiu R$ 317,8 milhões. Na lista também aparecem os concursos 2.150, com R$ 289,4 milhões, e o 2.237, que premiou um apostador com R$ 211,6 milhões, consolidando a loteria como a principal modalidade de premiação da Caixa no país.
Nova cooperativa em Teresina amplia oportunidades para agricultores familiares com apoio da Sada
A Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada) participou, nesta sexta-feira (3), do lançamento da Cooperativa de Desenvolvimento, Inovação e Produção Integrada (Codipi Coop), na zona norte de Teresina. O secretário de Defesa Agropecuária, João Rodrigues, e equipe técnica da secretaria acompanharam a solenidade, que também contou com a presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, além de agricultores familiares, representantes do setor produtivo e autoridades.
A Codipi Coop inicia as atividades com 42 cooperados de sete municípios piauienses e tem como missão organizar a produção de alimentos de origem animal e vegetal da agricultura familiar da região da Grande Codipi, promovendo maior competitividade, geração de renda e acesso a novos mercados.
A atuação da Sada, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), é estratégica nesse processo. Os órgãos atuam na qualificação da produção, por meio do beneficiamento, da agregação de valor e da adequação às exigências sanitárias, possibilitando que os produtos da agricultura familiar alcancem mercados institucionais, como a merenda escolar, além da iniciativa privada.
O secretário João Rodrigues destacou que o cooperativismo é um importante instrumento para fortalecer a agricultura familiar e ampliar as oportunidades de comercialização dos pequenos produtores.
“A Sada trabalha para que a agricultura familiar produza cada vez mais com qualidade, organização e segurança. A criação da Codipi Coop representa um avanço importante porque reúne produtores, agrega valor aos alimentos e abre portas para novos mercados, desde as compras institucionais até o setor privado, garantindo mais renda às famílias do campo e fortalecendo a economia rural do Piauí”, afirmou o gestor.
Mega-Sena acumula e aposta de Teresina acerta cinco dezenas e leva R$ 37 mil
Uma aposta registrada em Teresina está entre as 40 que acertaram cinco dezenas no concurso 3026 da Mega-Sena, sorteado na noite desta última quinta-feira (02/07), e garantiu um prêmio de R$ 37.029,54. Ao todo, o Piauí contabilizou 25 apostas premiadas nesta edição do sorteio.
As dezenas sorteadas foram 14, 19, 42, 45, 48 e 54. Como ninguém acertou os seis números, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso é de R$ 33 milhões.
Além da aposta da capital que fez a quina, outras 24 apostas piauienses acertaram quatro dezenas e receberam R$ 970,00 cada. Os bilhetes vencedores foram registrados nos municípios de Altos, Angical do Piauí, Capitão Gervásio Oliveira, José de Freitas, Landri Sales, Luís Correia, Nazaré do Piauí, Parnaíba, Piripiri, Santa Rosa do Piauí, São Gonçalo do Piauí e Teresina, que concentrou 14 apostas premiadas na quadra.
Em todo o país, 40 apostas acertaram cinco dezenas e dividiram a faixa da quina, enquanto 2.517 bilhetes foram contemplados com quatro acertos.
As apostas da Mega-Sena podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas ou pelos canais digitais das Loterias Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Brasil confirma nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas
O governo brasileiro confirmou nesta quinta-feira (2/07) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência BrasilApós reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.
Segundo nota divulgada pelo Mdic, o diálogo foi considerado "construtivo", mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro ministerial antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo norte-americano para definir eventuais medidas comerciais.
Diálogo mantido
Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.
De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.
Temas em debate
As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:
comércio digital;
tarifas preferenciais;
combate à corrupção;
proteção à propriedade intelectual;
etanol;
desmatamento ilegal.
O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.
Corrida contra o prazo
Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.
"Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho", declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.
"Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar."
Críticas à politização
Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. "Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar"
O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.
"Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo."
Próximos passos
Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.
No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.
Governo vai retirar subsídio de R$ 0,44 da gasolina nos próximos dias, diz ministro
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (02/07) que o governo federal vai começar nos próximos dias a retirar o subsídio de R$ 0,44 da gasolina. O alívio no preço foi implementado em maio para proteger consumidores brasileiros da alta internacional do preço do petróleo, causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio.
Durigan adiantou que, nos próximos meses, todo o subsídio para combustíveis no país será retirado agora que o preço do petróleo voltou a patamares semelhantes ao período anterior à guerra.
"Da mesma forma que a gente teve prontidão para erguer as proteções para minimizar o impacto da guerra no Oriente Médio, quando essas condições que fizeram colocar as medidas protetivas deixam de existir, quando o preço do petróleo diminui, há uma persperctiva, ainda que incerta, de estabilização da guerra, temos que ir revertendo as subvenções", disse o ministro durante nova edição do projeto Caminhos do Brasil, promovido por O GLOBO, Valor Econômico e Rádio CBN, no Rio.
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
O preço do barril de petróleo tipo Brent (referência internacional) voltou a ser negociado nesta semana na casa dos US$ 70, cotação em linha com o período pré-conflito. Nos momentos mais críticos da guerra, o valor do barril ultrapassou US$ 110.
Durigan acrescentou que o governo não tem mais o acordo com os estados em que a União fazia a subvenção de ICMS em importação de diesel. Além disso, o PIS-Cofins também já voltou a incidir sobre o combustível, completou.
"Uma primeira parte de subvenção de R$ 0,35 por litro já deixou de ser paga, a partir de julho, para as distribuidoras, e há duas pernas faltantes: a subvenção adicional no diesel, de R$ 1,12, e na gasolina, de R$ 0,44.
"Começando pela gasolina, que vai ser feita nos próximos dias, nós vamos fazer a revisão do subsídio, considerando que o cenário tem mudado pra baixo em relação ao preço do petróleo", afirmou o ministro.
Finep vai pagar R$ 220 milhões para inovações em agricultura familiar
Dois editais públicos, lançados terça-feira (30/06) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do Plano Safra voltado a agricultores familiares.
Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.
Política pública
Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores.
Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.
Ciência e desenvolvimento
O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.
O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar.
A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep.
Crédito
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.
Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.
INSS paga em julho R$ 874 milhões a 149,5 mil pescadores
Cerca de 149,5 mil pescadores artesanais começarão a receber, em 7 de julho, aproximadamente R$ 874,5 milhões em benefícios do Seguro-Defeso do Pescador Artesanal (SDPA). O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destinará os recursos a quem teve o direito ao benefício reconhecido e aguardava apenas a liberação dos valores.
O pagamento será feito em parcela única e contempla pedidos referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026.
O que é
O seguro-defeso é um benefício pago ao pescador artesanal durante o período em que a pesca é proibida por determinação ambiental. A restrição, conhecida como defeso, tem o objetivo de proteger a reprodução das espécies e preservar os estoques pesqueiros.
Durante esse intervalo, os trabalhadores ficam impedidos de exercer a atividade e recebem o benefício para garantir a renda enquanto a pesca permanece suspensa.
Quem recebe
Terão direito ao pagamento os pescadores que solicitaram o benefício dentro do prazo previsto em lei, atenderam aos requisitos exigidos e já tiveram o pedido aprovado pelo INSS.
Segundo o instituto, esses trabalhadores aguardavam apenas a emissão do pagamento, que agora foi autorizada.
A medida foi possível após a publicação da Lei nº 15.399, de 4 de maio de 2026, que autorizou, em caráter excepcional, a liberação dos benefícios referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026.
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Como consultar
Os pescadores que já tiveram o benefício aprovado podem consultar a situação do pagamento pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Emprega Brasil.
Quem ainda possui pedido em análise ou precisa regularizar alguma pendência deve acompanhar o processo pelos canais oficiais do INSS, como o site e o aplicativo Meu INSS, além da Central 135.
Próximos pagamentos
De acordo com o INSS, os requerimentos que ainda dependem da conclusão da análise ou da regularização de documentos continuarão sendo processados normalmente.
À medida que os pedidos forem aprovados, os beneficiários serão incluídos nos próximos lotes de pagamento.
A operação foi realizada em conjunto pelo INSS, pelo Ministério da Previdência Social, pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Dataprev, responsável pelo suporte tecnológico necessário para a liberação dos benefícios.
Investe Piauí amplia estratégia de internacionalização das empresas piauienses com Missão China 2026
Dando continuidade à estratégia de inserção do Piauí no mercado internacional, a Investe Piauí realizará, de 31 de outubro a 6 de novembro de 2026, a Missão Empresarial China 2026, com programação nas cidades de Cantão (Guangzhou) e Xangai. A iniciativa do Governo do Estado busca ampliar oportunidades de negócios, fortalecer relações comerciais e aproximar empresas piauienses de um dos maiores mercados consumidores do mundo.
A Investe Piauí organiza as agendas e coordena as operações logísticas da missão, entre outras atribuições, para os empresários participantes. Os interessados devem realizar a inscrição por meio do formulário de manifestação de interesse clicando neste link. Ao todo, mais de 200 empresários já participaram de edições anteriores da Missão.
A agenda inclui a participação na 3ª fase da Canton Fair, uma das mais tradicionais feiras multissetoriais do planeta, e na China International Import Expo (CIIE), principal evento chinês voltado à importação de produtos, serviços e tecnologias estrangeiras. Durante a missão, empresários terão acesso a rodadas de negócios, prospecção de parceiros, visitas técnicas e networking com representantes de empresas e instituições internacionais.
Com a missão deste ano, a Investe Piauí dá continuidade ao trabalho de conexão entre empresas piauienses e o mercado asiático, ampliando oportunidades de internacionalização, geração de negócios e atração de investimentos para o desenvolvimento econômico do estado.
Outras edições
A edição de 2026 sucede duas missões empresariais promovidas pelo Governo do Estado, por meio da Investe Piauí na China, realizadas em 2024 e 2025. A primeira marcou a inauguração do escritório da gestão estadual em Xiamen, estrutura criada para oferecer suporte permanente às empresas piauienses e fortalecer a atração de investimentos chineses para o estado.
Já a missão de 2025 reuniu mais de 60 empresários piauienses em uma intensa programação de feiras internacionais, rodadas de negócios e encontros com grandes empresas chinesas. A iniciativa fortaleceu setores como agronegócio, energias renováveis, mineração, logística, tecnologia e turismo, além de ampliar as oportunidades de exportação e importação para empresas do estado.
Os resultados das ações já se refletem na economia piauiense. Levantamento da Investe Piauí apontou que a Missão China 2025 gerou R$ 3,4 bilhões em negócios potenciais, sendo R$ 3,2 bilhões em exportações, R$ 30,5 milhões em importações e R$ 200 milhões em projetos estratégicos. Além dos negócios firmados pelas empresas participantes, a aproximação institucional com a China também contribuiu para a atração de investimentos estruturantes para o estado.
Entre os principais resultados estão os acordos que viabilizaram a ampliação de investimentos da empresa chinesa China General Nuclear Power Group em projetos de energia renovável no Piauí e outros empreendimentos articulados por meio do escritório da Investe Piauí na China. Somente em 2025, cerca de R$ 4 bilhões em investimentos chineses foram atraídos para o estado, fortalecendo áreas como energia, inovação e tecnologia.
Seplan atualiza Mapa de Potencialidades Econômicas dos 224 municípios do Piauí
A Secretaria do Planejamento do Estado do Piauí (Seplan), por meio do Centro de Inteligência em Economia e Estratégia Territorial (CIET), atualizou o Mapa de Potencialidades Econômicas, ferramenta que identifica, com base em dados oficiais, as vocações econômicas dos 224 municípios piauienses. A nova edição reúne informações sobre infraestrutura logística, geração de energia, turismo, potencial mineral, tecnologia e inovação, oferecendo um panorama estratégico para orientar o planejamento público, fortalecer a gestão municipal e ampliar as oportunidades de atração de investimentos.
A atualização também presta reconhecimento ao trabalho desenvolvido na primeira edição do Mapa de Potencialidades, lançada em março de 2022, que inaugurou a ferramenta no estado. Embora construída com uma nova metodologia e novas bases de dados, a atual versão mantém o mesmo propósito: oferecer um retrato qualificado das potencialidades econômicas do Piauí.
Segundo o diretor de Economia Aplicada e Estatística da Seplan, Diarlison Costa, a atualização reforça o compromisso do Estado em disponibilizar informações qualificadas para orientar o desenvolvimento dos municípios.
“A atualização do Mapa de Potencialidades permite que os municípios conheçam, com base em evidências, quais atividades apresentam maior potencial competitivo. Isso fortalece o planejamento, orienta a elaboração de projetos, apoia a atração de investimentos e cria melhores condições para promover o desenvolvimento econômico de forma sustentável em todas as regiões do Piauí”, afirma Diarlison Costa.
Foto: Ascom Seplan
Para a construção do mapa, foram utilizadas bases públicas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio das pesquisas Produção Agrícola Municipal (PAM), Produção da Pecuária Municipal (PPM) e Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), além da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), contemplando os demais setores econômicos. Ao todo, foram analisadas 1.526 classes produtivas distribuídas pelos 224 municípios do estado.
A metodologia avaliou o desempenho de cada atividade econômica em três horizontes temporais — longo prazo (desde 2013), médio prazo (desde 2018) e curto prazo (desde 2022). Em seguida, o crescimento de cada setor foi comparado ao desempenho da mesma atividade em nível nacional e às demais atividades existentes no próprio município. As atividades que apresentaram desempenho superior nesses dois critérios foram classificadas como potencialidades econômicas, permitindo identificar, com base em evidências, os setores mais competitivos e as melhores oportunidades de desenvolvimento em cada município.
Para Diarlison Costa, o principal diferencial da atualização está justamente na metodologia adotada.
“Nós cruzamos informações de diferentes bases de dados oficiais e utilizamos um modelo matemático para identificar as atividades que apresentam desempenho acima da média nacional e também em relação às demais atividades do próprio município. Isso permite um diagnóstico mais preciso das vocações econômicas de cada território e oferece um suporte mais qualificado para o planejamento e a tomada de decisões.”
As potencialidades identificadas abrangem diversos segmentos da economia piauiense. O mapa evidencia atividades ligadas à agropecuária, à indústria, ao comércio e aos serviços, além de destacar setores estratégicos como turismo, potencial mineral, geração de energia, economia digital, tecnologia e inovação. Também reúne informações sobre empreendimentos estruturantes, como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o Tech Park Piauí e o SoberanIA, ampliando a capacidade dos municípios de atrair investimentos, fortalecer cadeias produtivas e impulsionar o desenvolvimento regional.
Além da análise econômica, a atualização incorpora informações sobre o Porto Seco, o Porto de Parnaíba, as principais rodovias federais, as usinas de geração de energia em operação e em implantação, os principais atrativos turísticos e áreas com potencial mineral.
Mais do que um retrato da economia piauiense, o Mapa de Potencialidades reafirma seu papel como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento do estado. Ao reunir informações econômicas, logísticas, energéticas, tecnológicas, turísticas e sobre o potencial mineral em um único ambiente, a plataforma fortalece o planejamento baseado em evidências e contribui para um crescimento regional mais equilibrado, sustentável e alinhado às vocações de cada município.
Mercado financeiro abre espaço às iniciativas que preservam a floresta
Políticas públicas associadas ao crescente interesse da iniciativa privada têm tirado a sociobioeconomia da invisibilidade e tornado cada vez maior a fatia de participação desse modelo de desenvolvimento no Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB).
A sociobioeconomia é um modelo de desenvolvimento econômico praticado por comunidades, principalmente em territórios coletivos como indígenas e quilombolas, que produz bens e serviços a partir de práticas e uso de recursos naturais de forma sustentável. São exemplos o plantio de agrofloresta e de alimento e madeira a partir da restauração.
Uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria apontou que o setor já movimenta no país cerca de R$ 2,7 trilhões, o equivalente a 25,3% do PIB brasileiro.
Para a diretora executiva da organização social Conexsus, Fabíola Zerbini, o setor tem saído da invisibilidade após a inserção da sociobiodiversidade em políticas de governo como o Plano de Transformação Ecológica e novos instrumentos de finanças verdes, como o Ecoinvest.
“Começa-se a entender que fortalecer esse setor é estratégico para o país. Ele é estratégico com a agenda climática, de conservação, com uma agenda de justiça social, mas também com uma agenda econômica”, afirma Fabíola Zerbini.
Foto: COPABASE/ Divulgação
Acesso ao crédito
Para a gestora, embora o setor tenha se expandido e venha se estruturando na forma de cooperativas e associações, ainda há uma dificuldade em fazer com que os produtores na ponta acessem o credito e os recursos financeiros disponíveis no mercado.
“Eles enfrentam uma série de adversidades porque a maior parte dos incentivos, das subvenções, dos subsídios ou das políticas de fomento mesmo ao modelo de desenvolvimento econômico não foram feitas para esses negócios comunitários”, diz.
Um exemplo é Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (COPABASE), que existe há 18 anos, na cidade de Arinos, Cerrado de Minas Gerais. Com 165 cooperados, que produzem polpas de frutas e outros produtos sustentáveis do Cerrado, a cooperativa só teve acesso à primeira linha de crédito após mais de dez anos de existência.
“A gente pegou [crédito] para capital de giro para a semente de baru, que antes a árvore aqui era só para corte de madeira. Depois que a gente começou a beneficiar, os produtores perceberam que o baru vale mais em pé. Que eles vão ter mais renda do que com a madeira para construir cerca e curral”, diz a gestora ambiental e assistente técnica, Anny Caroliny Rocha.
A mesma dificuldade também foi enfrentada pela Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha (Aspacs), no município de Lábrea, Sul do Amazonas.
As mercadorias produzidas pela Aspacs a partir do aproveitamento sustentável de recursos da Floresta Amazônica, como óleos de copaíba, andiroba e as manteigas de murumuru e tucumã, geram renda a mais de 1,5 mil famílias.
“A gente teve que buscar apoio da Conexsus para conseguir financiamento e aumentar o número de colaboradores na época de produção, transformando o crédito em renda dentro das comunidades”, diz a presidente da Aspacs, Marcikely Ferreira.
Parcerias
Com o objetivo de abrir novas frentes de captação de recursos e atrair investidores interessados em soluções que conciliem desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e conservação ambiental, uma parceria da Conexsus com o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Banco do Brasil pretende fazer com que R$5 bilhões em crédito chegue, até 2030, aos produtores da sociobioeconomia, por meio do Programa Implementa Sociobio.
“A iniciativa contribui para ampliar o acesso a instrumentos financeiros, assistência técnica e mercados, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil.
Para Fabíola Zerbini, transformar a floresta em pé em economia real, competitiva e capaz de gerar renda para quem vive nos territórios é um desafio que se bem superado pode impactar positivamente toda economia nacional.
“O modelo de uso da terra que o país, as empresas e, mesmo, o consumidor, decide fortalecer, apoiar, suportar, vai definir, lá na frente, o risco ao qual o país vai estar mais ou menos exposto. Uma vez que você está aumentando ou diminuindo o risco, você está aumentando ou diminuindo o custo”, explica.
No caso da sociobioeconomia, a especialista defende que os impactos positivos vão muito além do valor do produto, por entregarem serviços ecossistêmicos, como a captura de gases do efeito estufa, e também mitigarem riscos associados à urgência climática.
“Minimiza o custo que o país vai ter para mitigar um risco como a falta de água, os problemas das cidades sendo inundadas, o problema de uma seca extrema, que vai ter que ser suprida de alguma forma por cisternas”, conclui.







