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Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiro

A formalização no mercado de trabalho entre jovens brasileiros de 16 a 29 anos é marcada por desigualdades sociais, regionais e raciais, conforme aponta a pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho, divulgada nesta sexta-feira (21/08) pela Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. O levantamento ouviu 1.816 jovens de todo o país e mostra que, entre os 70% que declararam estar trabalhando, apenas 44% têm carteira assinada, conforme informações do portal Frances News.

As desigualdades são evidentes: enquanto 43% dos jovens das classes A/B têm empregos formais, esse percentual cai para 35% nas classes D/E. A formalização é mais frequente no Sul (58%) e Sudeste (55%) do que no Norte (29%) e Nordeste (20%). Entre os jovens brancos, 49% têm emprego formal; entre os negros, o índice é de 41%. Trabalhar em "bicos" é a realidade de 34% dos jovens que estudaram até o ensino fundamental, mas apenas 3% entre os que têm nível superior.

Foto: Reprodução/Rede sociais

Quase metade (49%) dos entrevistados apontou a falta de experiência como principal dificuldade para conseguir um emprego, e 77% afirmaram ter conseguido o trabalho atual por indicação. Para 96% dos jovens, conhecer alguém em uma empresa ajuda a conseguir uma vaga. O salário é o fator prioritário para 64%, e 62% aceitariam ganhar menos para trabalhar em um ambiente mais saudável. A pesquisa também revelou que 30% dos jovens querem um emprego com carteira assinada atualmente, mas em cinco anos a preferência por trabalho autônomo cresce de 28% para 42%.

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