Eleições 2026 e o inquérito -

Proposta de fim do inquérito das fake news para sanar crise racha o STF e amplia tensão

O encerramento do inquérito das fake news como alternativa para solucionar a crise institucional no Supremo Tribunal Federal divide os ministros da Corte e amplia a dificuldade de contornar o momento mais grave de instabilidade dos últimos anos. O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu o fim do inquérito, aberto em 2019 e conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, e conta com apoio explícito de ministros como Cármen Lúcia, conforme informações do portal Frances News.

A proposta, no entanto, enfrenta resistência de uma ala da Corte que considera "forçado" um encerramento neste momento. Fazem parte desse grupo o próprio Moraes, relator do inquérito, o decano Gilmar Mendes e Flávio Dino. Moraes já havia sinalizado que a investigação deveria seguir tramitando até pelo menos a metade de 2027, e mantém essa posição até agora. Gilmar Mendes afirmou que não seria razoável encerrar a investigação tão perto das eleições de 2026, destacando a relevância do inquérito para lidar com quem age contra a democracia durante o período eleitoral. Já Flávio Dino questionou a possibilidade de um magistrado prometer o fim de uma investigação, defendendo que a duração dos inquéritos deve seguir critérios legais e regimentais.

Foto: Reprodução/Rede sociais

Em março, Fachin já havia reconhecido a importância da investigação para a preservação da democracia, mas ponderou que todo remédio, dependendo da dosagem, pode se tornar veneno. A expectativa é que Moraes só avalie encerrar o inquérito quando estiver próximo de assumir a presidência do STF, em setembro do ano que vem.

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