
Pete Hegseth afirma que EUA “vão aniquilar” ameaças após ofensiva contra o Irã
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta segunda-feira (02/03), no Pentágono, que o governo norte-americano responderá com força máxima a qualquer ameaça contra cidadãos do país. Ao comentar os recentes ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o secretário afirmou que, se americanos forem mortos ou ameaçados, “serão caçados sem perdão”. Com informações de Metrópoles.
A fala ocorreu dois dias após a ofensiva militar realizada na madrugada de sábado (28/02), pelo horário de Brasília. Segundo Hegseth, a operação não teve como objetivo promover mudança de regime, mas sustentou que a conjuntura política iraniana “já não é a mesma” após os ataques.
O secretário também declarou que o governo iraniano teria desperdiçado oportunidades de buscar um entendimento diplomático, acusando Teerã de utilizar negociações para ganhar tempo e fortalecer capacidades militares, incluindo estoques de mísseis e programas nucleares. Ele ressaltou que o presidente Donald Trump autorizou a ação diante do que classificou como risco iminente às forças e aos interesses norte-americanos.
Operação militar
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, detalhou que a autorização presidencial foi concedida às 15h38 de sexta-feira (27), com início das operações cerca de nove horas depois. Conforme o militar, tratou-se de uma ofensiva de grande escala, envolvendo múltiplos domínios operacionais e mais de mil alvos atingidos nas primeiras 24 horas.
Caine afirmou que a estratégia priorizou surpresa e rapidez, com o objetivo de neutralizar estruturas consideradas estratégicas. Segundo ele, as operações permanecem ativas e servem como demonstração da capacidade dos Estados Unidos de projetar poder militar em âmbito global.
Reação internacional
O ataque foi confirmado pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que declarou que a ação teve como finalidade eliminar ameaças à segurança do país. O governo norte-americano informou que a operação foi coordenada entre Washington e Tel Aviv.
Em resposta, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não pretende retomar negociações com os Estados Unidos após os bombardeios. A declaração foi publicada na rede social X.
A mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, aos 86 anos, durante os ataques. O governo de Teerã decretou luto oficial de 40 dias.
Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho no Irã, 555 pessoas morreram e outras 747 ficaram feridas em decorrência da ofensiva. Autoridades locais indicam que os números podem ser atualizados à medida que as equipes de resgate avançam nas áreas atingidas.
O episódio intensifica a tensão no Oriente Médio e amplia a preocupação internacional quanto aos desdobramentos diplomáticos e militares da crise.








