
Pedro Alcântara critica prorrogação da votação e questiona decisão do STF
O vereador de Teresina Pedro Alcântara (PP) classificou como uma “anomalia” a decisão que ampliou em duas horas o período de votação no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no último domingo (25/10). Em entrevista, nesta terça-feira (27/10), ele questionou a intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) nas regras do pleito e também defendeu que não havia necessidade de aumentar a quantidade de ônibus em circulação na capital.
Ao comentar o resultado que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), o parlamentar disse reconhecer a decisão das urnas, mas criticou a determinação atribuída ao ministro Cristiano Zanin, que estendeu a votação até as 19h.
Pedro Alcântara argumentou que o Código Eleitoral estabelece as regras para o funcionamento das eleições e prevê o encerramento da votação às 17h, com a entrega de senhas a quem ainda estiver na fila. Para ele, a mudança pode servir de precedente para futuras alterações no horário eleitoral.

“Isso é perigoso demais. Vocês não estão longe de imaginar o precedente que foi aberto. Daqui a outra eleição, 2028, 2030, alguém vai dizer que quer estender o horário até 21 horas”, declarou.
Na mesma entrevista, Pedro Alcântara contestou as cobranças por uma frota maior de transporte coletivo em Teresina durante o domingo de votação. Segundo o vereador, os 80 ônibus disponibilizados foram suficientes para atender aos passageiros, e parte dos veículos não teria sido utilizada, conforme informação que ele atribuiu ao superintendente responsável pelo setor.
“A frota que foi colocada disponível para a população foi a mesma do primeiro turno. 80 ônibus. E foi suficiente, segundo ele. Sobrou ônibus”, afirmou.
O parlamentar avaliou que a demanda por transporte eleitoral seria mais significativa nos deslocamentos para municípios do interior. Em Teresina, argumentou que muitos eleitores moram perto dos locais de votação e podem chegar às seções a pé.
Ele também criticou a cobrança por 210 ônibus para atender à população no dia da eleição, afirmando que houve pressão excessiva por parte de integrantes do PT.
O vereador também comentou a possibilidade de Flávio Bolsonaro recorrer à Justiça para tentar reverter o resultado das urnas ou obter a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin. Pedro Alcântara demonstrou não acreditar que uma iniciativa desse tipo tenha êxito.
“Não consegue nada, mas está doido. Não tem nem perigo”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, uma contestação eleitoral precisaria apresentar provas consistentes de irregularidades e dependeria de decisão da Justiça Eleitoral para produzir efeitos.











