Investigação -

Padilha acusa campanha de Flávio de usar áudio de Vorcaro para atacar Lula

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contestou nesta sexta-feira (9) a alegação atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre recursos destinados a um documentário sobre o presidente Lula.

Nas redes sociais, Padilha chamou o relato de mentira e acusou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de construir uma "narrativa absurda" para comparar o episódio ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo o ministro, a comparação busca reduzir o desgaste do senador ou convencer o eleitorado de que os dois candidatos agiram da mesma maneira.

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilLula condiciona entrada de assessor de Trump no Brasil à liberação de visto de Padilha nos EUA
Lula condiciona entrada de assessor de Trump no Brasil à liberação de visto de Padilha nos EUA

A discussão ganhou repercussão após reportagem da revista Veja, publicada na quinta-feira (8). Segundo a revista, Vorcaro teria relatado uma negociação com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e alegado ter destinado R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula para financiar um documentário no exterior. De acordo com informações obtidas pela CNN Brasil junto a integrantes da Polícia Federal, a corporação recusou a delação do ex-banqueiro por ausência de elementos mínimos que dessem credibilidade às declarações.

Flávio Bolsonaro também comentou o assunto. O senador afirmou que o dinheiro solicitado para a produção sobre seu pai seria um financiamento privado, enquanto os valores mencionados no relato sobre Lula seriam propina. Durante sua manifestação, Padilha retomou o pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio a Vorcaro. O candidato do PL sustenta que a negociação ocorreu antes de serem conhecidos os esquemas envolvendo o Banco Master.

A campanha de Lula classificou o conteúdo como "farsa" e afirmou que não há depoimento registrado na PF nem delação aceita pelas autoridades com esse teor. Padilha afirmou ainda que o discurso poderia incentivar a abstenção no segundo turno. "Esse áudio que viralizou é um movimento coordenado para manipular as eleições", declarou o ministro.

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