
MP acusa vereadora de discriminação após mandar petista voltar ao Ceará
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou, na quinta-feira (6/8), a vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) pelo crime de discriminação ou preconceito de procedência nacional contra a vereadora Vanda de Assis (PT). A acusação tem como base uma fala feita durante sessão da Câmara Municipal, na quarta-feira (5/8). As Informações são do Metrópoles.

Durante a discussão de um projeto que cria uma Política de Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua, Guzella questionou Vanda sobre sua origem em Campos Sales (CE) e perguntou por que ela não retornava ao Ceará. A vereadora do PL também afirmou que a petista teria “vindo encher o saco” em Curitiba. Para o Ministério Público, as declarações tiveram intenção de ofender, humilhar e menosprezar Vanda e a população cearense.
Além da condenação criminal, o MPPR pediu que Guzella seja condenada ao pagamento de 20 salários mínimos, cerca de R$ 32,4 mil, por danos morais à vereadora Vanda. O órgão também solicitou indenização de 40 salários mínimos, aproximadamente R$ 64,8 mil, por dano moral coletivo, com destinação ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (FUNDEPPIR).
Guzella afirmou ter recebido a denúncia com surpresa e reiterou que se considera inocente. Segundo a parlamentar, a fala foi interrompida antes que pudesse concluir o raciocínio e não teve caráter xenofóbico, mas sim político. Vanda classificou a declaração como xenofóbica e afirmou que tomaria providências. Durante a sessão, o presidente da Câmara, vereador Leonidas Dias (Podemos), interrompeu Guzella e desligou o microfone.








