
Governo errou ao não formar maioria no Congresso, diz Wellington Dias
Do Poder360
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), disse que o principal erro do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi não consolidar uma maioria simples na Câmara e no Senado.

“Temos que cuidar das duas Casas e ter uma maioria simples nelas. Qual foi o erro político desse 3º mandato do presidente Lula? A obsessão de ter 2/3 na Câmara e no Senado, que era impossível, fez com que a gente não valorizasse a chance que tínhamos de ter acima de 257 votos na Câmara e acima de 41 no Senado”, declarou.
Dias disse que faltou “dialogar” com congressistas e que o governo “não cuidou de conseguir” mais apoios no Congresso. Declarou que “um líder do tamanho” de Lula não pode seguir nessa situação. “E, se tiver matéria que precisa de mais votos [acima da maioria simples], resolvemos no diálogo”, afirmou. Para conseguir esse apoio em um eventual novo mandato, Dias mencionou a construção de palanques na campanha eleitoral. Ressaltou que a maioria é de “centro apoiado pela esquerda”, o que reflete o momento vivido pelo Brasil.
“Se a gente tem esse compromisso e valoriza esse parlamentar para ser a referência do que o governo faz ali, eles passam a ser protagonistas, representando e com apoio governamental para as políticas. A população valoriza e daí nasce a fidelidade”, afirmou. De acordo com o ministro, a eleição “vai dizer qual é o time” do governo. “Hoje não está claro, tem gente que é governo em Brasília e oposição no Estado, ou o contrário. Hoje, temos palanques nos Estados muito melhores do que tínhamos em 2022”, disse.
Dias afirmou ser possível uma reconciliação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP). “Davi Alcolumbre é, em 1º lugar, do Estado do Amapá, e lá ele é parte do campo político que apoia o presidente Lula. Além de tudo, é um líder que tem compromisso com o Brasil”, declarou. “São 2 líderes que têm seus sentimentos, suas emoções, mas são 2 Poderes”, disse.
Segundo o ministro, houve “vários momentos de tensão” desde 2023, causados por diversos fatores. “E reabrimos, através do diálogo, boas relações que resultaram em mudanças profundas e projetos que fizeram o Brasil avançar.
Fonte: Poder 360








