
Flávio Bolsonaro acusa Dino de interferência eleitoral após operação sobre “Dark Horse”
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tentar interferir nas eleições após a operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Nesta quinta-feira (10/9), durante agenda em Boa Vista (RR), o senador também negou que recursos públicos tenham sido utilizados na produção do longa e classificou a ação como política. As Informações são do Metrópoles.

A Operação Make Up investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”, e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, responsável pelo filme. Entidades ligadas à empresária também foram alvo das buscas. Uma auditoria da CGU apontou indícios de irregularidades envolvendo R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias para organizações ligadas a Karina, enquanto a PF apura se parte dos valores poderia ter sido utilizada para financiar o filme.
Flávio afirmou que não vê impacto da operação em sua campanha e voltou a acusar Dino de agir politicamente, embora não tenha apresentado provas para sustentar a alegação. O caso também se conecta a outra investigação, relatada pelo ministro André Mendonça, sobre repasses associados à produção do longa. Segundo a apuração, o empresário Antonio Carlos Freixo Junior relatou à PGR sete transferências para um fundo nos Estados Unidos, que somaram US$ 12,3 milhões. Flávio nega irregularidades e diz não ter responsabilidade pela administração dos recursos. Em Boa Vista, o candidato ainda voltou a criticar Lula e afirmou que o presidente dependeria de aliados no STF para tentar derrotá-lo nas eleições.











