
Erika Hilton confirma interesse em disputar Prefeitura de São Paulo
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), considerada a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados, confirmou que tem interesse em disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2028. A parlamentar revelou a intenção de concorrer ao cargo durante entrevista ao Metrópoles.
Eleita pela primeira vez em 2022, Erika foi reeleita em 2026, quando recebeu cerca de 1,5 milhão de votos, alcançando a maior votação já registrada por uma mulher na disputa por uma vaga na Câmara Federal.
Antes de chegar ao Congresso Nacional, a parlamentar foi vereadora da capital paulista e também integrou a Bancada Ativista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Erika Hilton liderou ranking de ataques nas redes sociais
Um levantamento realizado pelo observatório de violência política de gênero MonitorA, em parceria com o InternetLab, o Instituto Democracia em Xeque e o Núcleo Jornalismo, apontou Erika Hilton como a candidata que mais sofreu ataques nas redes sociais durante as eleições de 2026.
O estudo analisou mais de 2 mil comentários publicados em perfis de 143 candidatas nas plataformas X, YouTube e TikTok, entre os dias 1º e 4 de outubro. Do total analisado, 31% foram classificados como conteúdo ofensivo, com 257 ataques e 421 insultos.
Segundo o levantamento, 82% das ofensas direcionadas à deputada tinham conteúdo transfóbico, incluindo o uso de pronomes masculinos, referências ao nome morto e expressões que negavam sua identidade de gênero.
Deputada propõe CPI para investigar big techs
No início de outubro, Erika Hilton também criticou a eleição de parlamentares ligados à extrema-direita, afirmando que o avanço dessas candidaturas representa uma ameaça aos direitos da população trans e às pautas relacionadas à dignidade e à cidadania.
Mais recentemente, a deputada protocolou um requerimento na Câmara dos Deputados para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a atuação de grandes empresas de tecnologia nas eleições brasileiras de 2026.
A proposta prevê apurar possíveis interferências estrangeiras no processo eleitoral, manipulação do debate público, disseminação de desinformação e eventuais irregularidades no tratamento de dados pessoais.











