
Lula definirá novos ministros após a COP 31 na Turquia, afirma Wellington Dias
A definição sobre os nomes que ocuparão as pastas ministeriais no quarto mandato do presidente Lula (PT) só ocorrerá após o encerramento da COP 31, conferência do clima marcada para acontecer entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026 em Antália, na Turquia. A diretriz foi revelada pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), em entrevista concedida ao Metrópoles na quinta-feira (5).

De acordo com o ministro, o chefe do Executivo pretende primeiro desenhar as atribuições e diretrizes estratégicas de cada área para só então escolher os titulares dos ministérios. “Foi o que ele [Lula] me disse. Nas próximas duas semanas, ele quer tratar de como será feita a transição do programa de governo que se encerra em dezembro. Ele disse que vai discutir a composição do governo na volta da Turquia. A lógica, segundo ele, é a seguinte: primeiro, preciso saber qual missão vou dar a cada ministério”, declarou Wellington Dias.
Os trabalhos preparatórios para o próximo período governamental já foram iniciados, com foco na integração entre os compromissos vigentes e os objetivos futuros. Conforme relatou o ministro, a articulação interna conta com a condução direta da vice-presidência da República.
“O presidente Lula me disse que primeiro ele quer trabalhar a transição com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que coordena as equipes, como ele pode integrar o trabalho do plano de governo que termina em 2026 apontando com o plano de governo de 2027 a 2030”, afirmou.
No processo de avaliação do secretariado, o desempenho e as entregas no setor social terão peso central. Wellington Dias relembrou quais eram as orientações prioritárias estabelecidas no início de sua gestão no ministério: “quando eu assumi, era: tirar o Brasil do Mapa da Fome, reduzir a pobreza e ajudar com que as pessoas tenham dignidade”, disse.
Ao fazer um balanço do trabalho realizado na pasta, o ministro apontou avanços em indicadores socioeconômicos cruciais, destacando a superação da fome, a ascensão de milhões de brasileiros à classe média, a redução da desigualdade social e o ganho de posições do país no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano.
“A gente tirou as pessoas do Mapa da Fome, reduziu a extrema pobreza, reduziu a baixa renda, cerca de 12 milhões de pessoas foram para a classe média e, mais ainda: garantir crescimento do IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], o Brasil subiu cinco posições globais e o Brasil teve ainda redução da desigualdade”, afirmou.
Por fim, o titular do Desenvolvimento Social pontuou que esse histórico de entregas funcionará como parâmetro para o preenchimento de todos os cargos do primeiro escalão. “Então, essa missão foi cumprida. É com base nisso que ele vai escolher quem vai para o Ministério do Desenvolvimento Social e para cada uma das áreas”.
Fonte: Brasil 247











