
Ciro Nogueira enfrenta resistência no PP após apoiar recondução de Alcolumbre no Senado
A decisão da Federação União Progressista de apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado abriu uma nova frente de divergência dentro do Partido Progressista (PP). O posicionamento, articulado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), contrariou uma ala da sigla que defendia o lançamento da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como alternativa para a disputa.
A divergência colocou os dois parlamentares em lados opostos dentro do partido. Ciro, que preside nacionalmente o PP, conduz a articulação em favor de Alcolumbre. Já Tereza Cristina, vice-presidente da legenda, integra o grupo que resiste à decisão e considera a possibilidade de disputar o comando do Senado.

Resistência à articulação de Ciro
A posição de Tereza Cristina ganhou força diante da insatisfação de integrantes do PP com o apoio a Alcolumbre. Mesmo sem o respaldo da direção nacional, a senadora pode entrar na disputa por meio de uma candidatura independente, caso mantenha a resistência ao acordo firmado pela federação.
O desentendimento também ganhou repercussão pública após o anúncio do apoio a Alcolumbre. Tereza utilizou as redes sociais para enviar um recado ao dirigente da sigla, em meio às discussões sobre os rumos do partido.
Disputa interna pelo comando do PP
Além da sucessão no Senado, o episódio pode ampliar a disputa por espaço e influência dentro do PP. Ciro Nogueira não demonstra disposição para deixar a presidência nacional da legenda, enquanto o grupo ligado a Tereza Cristina questiona a condução das articulações.
O cenário abre a possibilidade de uma disputa interna mais intensa, com reflexos na organização e nas decisões políticas do partido.











