União entre entes -

“A única forma de sanar o problema é unir forças”, afirma Leopoldina Cipriano, Presidente da FMS

A integração entre os sistemas municipal e estadual de saúde foi defendida pela presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Leopoldina Cipriano, durante a inauguração do novo Centro de Diagnóstico da capital, nesta terça-feira (16/06). A gestora destacou que o diálogo entre Município, Estado e Governo Federal é essencial para ampliar a oferta de serviços, organizar o acesso da população e fortalecer o Sistema Único de Saúde.

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Em sua fala, Leopoldina afirmou que, desde que assumiu a Fundação Municipal de Saúde, há cerca de um ano, uma das principais demandas apresentadas ao Governo do Estado foi a necessidade de integração dos sistemas. Segundo ela, a falta de alinhamento entre as redes dificulta o acesso dos usuários de Teresina às políticas implantadas pelo Estado.

“Desde que nós assumimos a Fundação, nosso primeiro pleito junto ao Governo do Estado era a necessidade de integrar os sistemas. Por quê? Porque o usuário de Teresina fica fora das políticas que são implantadas pelo Estado aqui. A gente precisa regular em uma unidade e, depois, esse paciente ainda precisa ir para o Ambulatório Azul para garantir o agendamento”, afirmou.

A presidente da FMS ressaltou que a integração é fundamental para garantir mais agilidade no atendimento e ampliar a oferta de serviços para a população. Ela também destacou que Teresina não atende apenas os moradores da capital, mas recebe pacientes de todo o território Entre Rios e de diversos municípios piauienses.

“Teresina não atende só Teresina. Teresina atende todo o território Entre Rios e todos os municípios do Piauí. Então, a gente precisa integrar as ações e compreender que o Sistema Único de Saúde é subfinanciado. A única forma de sanar o problema é unir forças entre Governo Federal, Governo Estadual e Município”, destacou Leopoldina.

Durante a solenidade, a gestora também citou avanços obtidos por meio da adesão a políticas do Ministério da Saúde, como a ampliação da oferta do cuidado integrado. Segundo Leopoldina, no ano passado, foram realizadas pouco mais de 300 consultas dentro dessa estratégia. Em 2026, a oferta chegou a 12 mil consultas para a população.

“O ano passado, nós fizemos 300 e poucas consultas com a oferta do cuidado integrado. Este ano, estamos com 12 mil consultas ofertadas para a população. Isso aconteceu porque aderimos a uma política do Ministério da Saúde”, explicou.

Leopoldina reforçou que a responsabilidade pelo atendimento precisa ser compartilhada entre os entes públicos, especialmente porque Teresina recebe pacientes de várias regiões do Piauí. Para ela, o fortalecimento do SUS depende de diálogo equilibrado, planejamento e compromisso com a população.

“São os entes assumindo a responsabilidade sobre os usuários que não são apenas de Teresina, mas também do território Entre Rios e dos municípios do Piauí. São pessoas que precisam de atendimento e, por isso, é necessário esse diálogo equilibrado e responsável”, afirmou.

A presidente da Fundação Municipal de Saúde concluiu destacando que a gestão municipal tem buscado manter diálogo permanente com o Governo do Estado para melhorar o atendimento. Segundo ela, o objetivo é garantir um SUS mais eficiente, com foco na população e sem interferências políticas.

“É isso que a gente tem buscado com o governador, com Dr. Dirceu Arcoverde e com Dr. Dirceu Campelo: alinhar ações para garantir que o SUS melhore para o povo de Teresina, sem nenhum tipo de politicagem pelo meio”, finalizou.

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