Medidas de curto prazo -

MPDFT cobra plano contra falta de leitos e de profissionais de saúde no Distrito Federal

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deu 45 dias para a Secretaria de Saúde do GDF apresentar um plano para enfrentar o déficit de leitos e de profissionais de saúde na Rede de Urgência e Emergência do DF. Em despacho assinado na segunda-feira (24), a promotora Hiza Maria Silva Carpina Lima determinou a adoção de medidas de curto, médio e longo prazo para a reativação de leitos e a reorganização dos serviços já disponíveis, conforme informações do portal Metrópoles.

Segundo a promotora, o problema vai além da falta de leitos e profissionais, com leitos instalados mas sem uso, distribuição desigual de trabalhadores, pacientes que permanecem por longos períodos nas emergências, faltas e afastamentos, problemas de infraestrutura e dificuldades na organização da rede. “Os prontos-socorros vêm funcionando, na prática, também como espaços de internação e permanência prolongada”, registrou a promotora na decisão. A Secretaria deverá informar quantos leitos estão bloqueados em cada unidade, os motivos da indisponibilidade e o que será feito para reativá-los.

Foto: Reprodução/Rede sociais

O plano deverá identificar os principais déficits de profissionais por hospital, setor e categoria, além de detalhar processos seletivos, contratações e concursos. O MPDFT também cobra medidas para reorganizar escalas, monitorar pacientes com indicação de internação que aguardam por leito e o tempo de espera. O Hospital de Base e o Hospital Regional de Santa Maria também deverão ser integrados aos instrumentos de monitoramento da rede pública. Para acompanhar as medidas, o MPDFT determinou que cada ação tenha meta, prazo, responsável e indicadores para medir os resultados.

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