
Instrutor de academia nega importunação sexual e diz que mordida em aluna foi 'brincadeira'
A defesa do instrutor de academia Filipe Gomes da Silva, denunciado por uma professora de 25 anos por importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal, afirmou que a mordida registrada por câmera de segurança foi uma brincadeira e não teve conotação sexual. O caso aconteceu em 19 de maio, em uma academia no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife, e a defesa do instrutor foi apresentada nesta terça-feira (25/08), conforme informações do portal Frances News.
Segundo a professora, que não quis ser identificada, o instrutor a agarrou sem consentimento e a mordeu nas costas. As imagens de segurança mostram Filipe se aproximando da mulher, segurando-a pela cintura e realizando a mordida. A defesa alega que os dois mantinham uma relação de intimidade e confiança, com conversas sobre assuntos pessoais, e que a professora costumava levar lanches para o instrutor. A vítima contesta a versão e afirma que nunca teve intimidade com ele e que já havia se sentido incomodada com comportamentos anteriores, como passar a mão em suas costas e tentar abraçá-la mesmo quando ela não queria.
Os advogados reconhecem que a conduta ultrapassou os limites esperados na relação entre professor e aluna, mas negam motivação sexual. A professora registrou boletim de ocorrência em 22 de maio e, na quarta-feira (19/04), reencontrou o instrutor trabalhando na mesma academia, o que a levou a anexar o vídeo ao boletim. A Academia ElevaFit afirmou que Filipe não foi recontratado, mas foi chamado para cobrir diárias após afastamentos de funcionários. A Polícia Civil investiga o caso como importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal.











