Impasse na investigação -

Decisões de Mendonça aumentam tensão com direção da Polícia Federal

A investigação sobre as fraudes no INSS ganhou um novo capítulo com o aumento da tensão entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a cúpula da Polícia Federal (PF). Na quinta-feira (6/8), os 27 superintendentes da corporação divulgaram uma nota conjunta reafirmando o compromisso da instituição com a Constituição em meio ao impasse. As Informações são do CNN.

Foto: Nelson Jr./SCO/STFSTF

O conflito começou após Mendonça determinar que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ficasse fora do caso e sem acesso a informações da investigação. Rodrigues contestou a decisão e afirmou que segue, há mais de 20 anos, a regra de não interferir em inquéritos conduzidos por subordinados. O ministro também determinou que a PF encaminhasse imediatamente aos autos todas as informações e perícias do caso na íntegra.

Outro ponto de tensão surgiu após a mudança na coordenação do inquérito. Mendonça determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação fosse comunicado previamente ao gabinete. Na semana passada, a PF acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra a decisão, em uma medida considerada inédita.

A investigação envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pelo STF. Ele é apontado na apuração como suposto sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Para tentar reduzir a tensão, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articulou uma reunião entre Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington César. O encontro abriu caminho para uma possível reunião entre o ministro do STF e Andrei Rodrigues, ainda sem data definida.

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