Defesa nega acusações -

Daniel Vorcaro nega à PF envolvimento em atos de violência e fala em “desabafos”

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou à Polícia Federal que jamais praticou ou determinou atos de violência, intimidação, perseguição ou ameaça contra terceiros. O depoimento foi prestado por vídeo nesta quarta-feira (30/9), durante uma nova etapa das investigações sobre uma suposta organização criminosa que, segundo a PF, teria quatro núcleos distintos e seria coordenada pelo empresário.

Foto: DivulgaçãoVorcaro

Em nota, a defesa de Vorcaro contestou as conclusões apresentadas pela investigação e afirmou que expressões como “A Turma” e “Os Meninos” teriam sido interpretadas de forma equivocada. Os advogados também sustentam que, após meses de apuração, não haveria vítima relacionada aos fatos descritos no início do inquérito. Segundo a defesa, eventuais falas de Vorcaro teriam ocorrido em momentos de indignação e não produzido consequências práticas ou risco real a terceiros.

Durante o depoimento, Vorcaro afirmou conhecer Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, com quem teria mantido contrato formal para serviços de inteligência e segurança digital. A defesa declarou ainda que o banqueiro buscava recorrer a medidas oficiais diante de situações de conflito, como registros de ocorrência e notificações, e negou qualquer solicitação de acesso indevido a sistemas ou adoção de providências ilegais. A PF, por sua vez, sustenta que Vorcaro teria papel de articulação em supostas fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio, intimidação e obstrução da Justiça, enquanto o ministro André Mendonça apontou risco de interferência nas investigações ao determinar a prisão preventiva.

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